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"Triângulo amoroso" pode ser a causa de estrangulamento de Vieira do Minho

"Triângulo amoroso" pode ser a causa de estrangulamento de Vieira do Minho

Rio Longo e Notícias Joaquim Gomes 07/03/2019 21:51

Homicida entregou-se às autoridades, mas advogado diz que o seu cliente não confessou o crime 

Um caso passional estará na origem do uxoricídio cometido na noite desta quarta-feira, Vieira do Minho, no distrito de Braga, segundo as primeiras informações, apontando para a existência de um “triângulo amoroso”, segundo a versão do homicida confesso, que terá pedido o afastamento de um outro homem, que se teria intrometido na vida daquele casal.

A mensagem enviada para a Redação do jornal digital "O Minho", a principal publicação online da região minhota, referindo que “um casamento a três não funciona, foi feito um pedido para alguém se afastar, não o fez, deu nisto”, supostamente enviada pelo próprio. Manuel António Fidalgo terá alegado que sabendo da existência de um amante na vida da esposa, Ana Paula Fidalgo, terá inicialmente procurado acabar com a relação amorosa entre a mulher e o outro homem, cuja identidade ainda é desconhecida, começando por condescender e dado um prazo para a mulher acabar aquele “triângulo amoroso” estaria convencido que a alegada relação da esposa com esse segundo homem já tinha terminado.

Na versão do homicida confesso, terá “perdido a cabeça” quando alegadamente deu com ambos na residência conjugal e enquanto o amante da mulher fugia, só teve tempo de num ato de fúria, agarrar a esposa e estrangulá-la, porque se sentia “novamente traído”.

Mas além deste alegado “triângulo amoroso”, que Manuel António Fidalgo, de 40 anos, estaria convencido ter terminado, haveria já discussões frequentes entre o casal. O segundo homem na vida conjugal é, tal como o marido, natural da freguesia de Cabril, em Montalegre, concelho do distrito de Vila Real.

Depois do crime, Manuel António Fidalgo fez cerca de 50 quilómetros desde Salamonde até Braga, tendo-se entregado no Comando Territorial da GNR de Braga, explicando o homicídio que cometera, os seus pormenores e ainda as razões que o terão levado a “perder a cabeça” na sua residência, tendo sido entregue pela GNR à Brigada de Homicídios da PJ de Braga.

Os inspetores da PJ participaram já durante o dia de ontem na autópsia da vítima, no Gabinete Médico-Legal e Forense do Cávado, em Braga, prevendo-se que o homicida confesso seja presente hoje ao juiz de instrução criminal da Comarca de Braga, responsável pela tramitação dos crimes de violência, no Palácio da Justiça de Guimarães, a fim de ser submetido a primeiro interrogatório e para a aplicação das medidas de coação.

Ex-emigrantes em Inglaterra

O casal explorava o restaurante e casa de alojamento rural O Refúgio do Gerês, em Além do Rio, freguesia de Salamonde, concelho de Vieira do Minho, tendo passado parte da vida emigrados em Inglaterra, regressando há dois anos à sua região com os dois filhos menores, um rapaz com 13 anos e uma menina com sete anos.

O casal saiu do anonimato quando há poucos meses, já estabelecido com O Refúgio do Gerês, deu uma entrevista em direto ao programa de Jorge Gabriel, na RTP, aparentando estar tudo muito bem e explicando a razão do regresso à sua terra ao fim de duas décadas.

“Poderíamos ter escolhido abrir um negócio em Braga, por exemplo, mas preferimos aqui em Salamonde, porque é um sítio mais sossegado para cuidarmos dos nossos dois filhos, podendo eles viver aqui com a tranquilidade que tínhamos no nosso tempo”, disse na altura Ana Paula Fidalgo.

 

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