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Mário Bacelar Begonha 06/03/2019
Mário Bacelar Begonha

opiniao@newsplex.pt

A educação política e dos partidos políticos À grande e à portuguesa?

Os partidos políticos, mesmo no governo, não se preocupam muito com a política prosseguida pelo Ministério da Educação A montante desta laboriosa colaboração está, convém não o ignorar, a exuberante criatividade de Joana Vasconcelos

“O Povo é quem mais ordena!’’.

“A Soberania reside na Nação”.

“A Nação é uma abstracção,

já que a Nação somos todos nós”.

                                                     Max Cunha                            

Numa Democracia moderna, europeia, e num país do 1.º mundo, é normal que os Estados soberanos, através dos seus governos, se preocupem com a literacia dos cidadãos e com a formação política, única forma de atingirem o conceito de CIDADANIA, que deve estar interiorizado nas suas personalidades, como forma de estar em sociedade.

A Formação Política dos cidadãos deve ser uma preocupação, permanente, dos governos democráticos, até como forma de preservação do Regime, já que a INFORMAÇÃO “UP DATE” é condição, “sine qua non”, para se poder combater, com argumentação válida, os “FALSOS PROFETAS”, que são VERDADEIROS CHARLATÃES, ou “vendedores de banhada cobra”, que querem convencer os votantes iletrados da “VERDADE”, anunciada, por eles, para salvação do mundo.

Ora, infelizmente em Portugal, os vários Governos, depois do “25 de Abril”, não se têm preocupado muito com a Formação Política dos jovens, porque dessa forma não são tão IMPORTUNADOS e podem governar de forma menos rigorosa, porque os jovens já não vão à “tropa”, vão sim ao futebol, ás discotecas, aos festivais musicais, ao ar livre, e consomem estupefacientes á pota da Escola. É a alienação de todas as responsabilidades políticas e sociais.

Mas os Partidos Políticos, mesmo no Governo, não se preocupam muito com a política prosseguida pelo Ministério da Educação, no sentido de darem uma consciência política a todos os cidadãos, porque eles próprios, embora afirmando-se apoiantes da Inclusão Social, apenas se preocupam com a pequena “Elite”, que eles próprios formam nas suas “Escolas de Quadros” que começam nas “Jotas”, para, no futuro, poderem ter “À Mão”, “Quadros” alinhados (e disciplinados) com os seus Ideários Políticos, enquanto vão tentando convencer o Povo que a Política está aberta a todos. Não está, assim como o “Hotel Ritz”, embora a Delegação Chinesa lá tenha estado a pagar 1 milhão de euros por dia, mas isso e só para “Regimes Capitalistas”...

Entenda-se, os Partidos Políticos, no nosso Regime Político actual, dizem-se todos democráticos, mas há pelo menos dois, na Assembleia da República, que, de facto, não são Democráticos, nem querem a Democracia, porque esse ideário Democrático, não se ajusta às suas convicções nem à sua “Praxis” Política.

O Partido Socialista actual, em termos Internacionais, afirma-se Social-Democrata, mas tirou da “Gaveta” o “Socialismo” que lá tinha sido colocado pelo Doutor Mário Soares.

Claro que poderá ser uma questão de Táctica para conseguir governar, mesmo tendo perdido Eleições.

Quer isto dizer que o “P.S.”, não respeitou a vontade do seu eleitorado e juntou-se com aqueles que querem exactamente o contrário deles, ou seja, a destruição da Democracia e a implantação da Ditadura do Proletariado.

É evidente que é um “Jogo” perigoso, mas que pode levar a uma situação de violência, já que, alguns até tentaram, pelas Armas, impor as suas ideias e o seu jugo político.

É que as Ideias Políticas não devem ser impostas “A LEI DA BALA”, mas sim propostas, de uma Forma Pacífica e devidamente fundamentada, com aquilo que é ensinado nas Universidades de Ciência Política, do Mundo Ocidental.

Mas, é evidente que teria que ser um (que não este), Ministério da Educação, consciente da sua responsabilidade para com a Formação da Juventude, a zelar pela aplicação de um programa para a Nação, com um ensino apartidário, isento, independente e assim, verdadeiramente Democrático. Como está ou é partidário, ou então será Amorfo, Abúlico, Anémico e destituído de Carácter, ou seja, à letra, sem “MARCA”!.

Esta uma análise de Sociologia Política, ligeira, escrita à mesa do café, mas que, infelizmente, é muito rara nos Jornais Portugueses.

 

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