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Confirmada primeira deteção do satélite Kepler

Confirmada primeira deteção do satélite Kepler

Jornal i 05/03/2019 21:02

Confirmação do exoplaneta Kepler-1658 b foi aceite na revista The Astronomical Journal e conta com a participação de um investigador português

Dez anos depois do lançamento do telescópio espacial da NASA, Kepler, foi identificado o primeiro candidato a “exoplaneta”: Kepler 1658b.

“Podemos assim afirmar com elevado grau de confiança que o planeta Kepler-1658 b é um júpiter quente, orbitando a estrela em 3,8 dia”, explicou em comunicado, Tiago Campante, investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) que trabalhou em conjunto com uma equipa internacional de investigadores, liderada pela investigadora Ashley Chontos, da Universidade do Havai.

A confirmação deste exoplaneta,  nome dado a um planeta que orbita um estrela-mãe que não o sol, num sistema planetário diferente do nosso, foi aceite na revista The Astronomical Journal, publicação mensal da Universidade de Chicago Press em parceria com a American Astronomical Society que dá a conhecer resultados ciêntificos significativos. 

Para o português, a confirmação da existência deste exoplaneta é “um exemplo de como não é de todo trivial a validação de novos exoplanetas, especialmente aqueles que são detetados pelo método dos trânsitos”, um método “complicado de usar” uma vez que o planeta e a estrela-mãe precisam de estar perfeitamente alinhados com a linha de visão de quem os está a observar. 

Ao longo dos anos, o Kepler detetou milhares de “candidatos”, nome dado aos vários fenómenos astronómicos que podem passar por exoplanetas, Só depois de uma análise cuidada e detalhada é que é possível confirmar se as suspeitas são ou não verdadeiras. 

O agora nomeado Kepler-1658 b foi também alvo desse mesmo estudo aprofundando e, segundo confessou o IA, “complicado”, uma vez que a estimativa inicial do tamanho deste planeta estava errado devido às dimensões da estrela mãe, Kepler-1658.

Tiago Campante explicou ter sido necessário recorrer a uma análise das ondas sonoras no interior da estrela para reavaliar o tamanho real da estrela. A Kepler-168 é 50% mais massiva e três vezes maior que o Sol. O Kepler-1658 b orbita a uma distância de 0,05 unidades astronómicas, oito vezes mais perto do que Mercúrio do Sol. “Este tipo de planetas é raro, e o porquê do seu reduzido número é ainda pouco compreendido”, confessou o IA. 

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