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Economia cresceu abaixo da meta de Costa

Economia cresceu abaixo da meta de Costa

Sofia Martins Santos 01/03/2019 07:25

Exportações e investimentos em baixa tramam planos do governo. Previsões do executivo apontavam para expansão de 2,3% do PIB.

O governo tinha uma meta, mas os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta quinta-feira, mostram que ela não foi cumprida. Previa-se que, no decorrer de 2018, a economia portuguesa crescesse 2,3%. No entanto, no conjunto do ano, a expansão do PIB foi de apenas 2,1%.

Esta taxa, além de ser mais baixa do que em 2017, confirma as previsões mais pessimistas de muitas instituições, nomeadamente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que sempre disseram que a meta do executivo de Costa não seria atingida.

De acordo com os dados do INE, estes resultados são o reflexo do contributo mais negativo da procura externa líquida, principalmente por causa das exportações (cresceram 3,7%, a subida mais baixa desde 2012), e de um recuo no contributo da procura interna.

Importa referir que, se por um lado, os turistas continuam a gastar muito dinheiro no país, por outro, os portugueses também gastam cada vez mais no estrangeiro. Olhando para as despesas dos residentes em Portugal fora do território nacional, pode dizer-se que nunca tinha acontecido o cenário que marcou o ano passado: foram gastos mais de três mil milhões de euros.

Já em relação ao que foi gasto em Portugal por estrangeiros, o valor ascendeu aos 13 392 milhões de euros.

 

Desemprego sobe

O INE nota ainda que a taxa de desemprego caiu para 6,6% em dezembro de 2018, uma redução de 1,3 pontos percentuais face ao mesmo mês de 2017. Depois, terá aumentado em janeiro para 6,7%.

Assim, o instituto adiantou que “a taxa de desemprego situou-
-se em 6,6%, menos 0,1 pontos percentuais (p.p.) que o valor do mês anterior, igual ao valor de três meses antes e menos 1,3 p.p. que no mesmo mês de 2017”.

O INE disse ainda que “a estimativa provisória da taxa de desemprego de janeiro de 2019 é 6,7%, tendo aumentado 0,1 p.p. em relação ao mês anterior”.

 

Economia arrefece este ano

De acordo com o ISEG, o crescimento da economia portuguesa deverá abrandar também este ano, estimando-se que se situe entre os 1,6% e os 2%.

Na Síntese de Conjuntura de fevereiro pode ler-se: “Segundo a estimativa rápida do INE, a taxa de crescimento real da economia portuguesa em 2018 foi de 2,1%, uma desaceleração de 0,7 pontos percentuais face a 2017 que teve por base um menor crescimento do investimento e um contributo mais negativo da procura externa líquida (devido ao menor crescimento das exportações face às importações). Na Zona Euro, o crescimento foi de 1,8% em 2018, depois de 2,4% em 2017.” O ISEG considera que, “tendo por base o atual contexto externo de menor crescimento e assumindo níveis de crescimento para as diferentes componentes da procura agregada em geral inferiores aos de 2018, prevê-se, como mais provável, que o crescimento em volume do PIB em 2019 volte a desacelerar”.

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