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Pedrógão Grande. Cruz Vermelha Portuguesa afasta culpas na má gestão dos donativos

Pedrógão Grande. Cruz Vermelha Portuguesa afasta culpas na má gestão dos donativos

Diana Tinoco Jornal i 28/02/2019 21:01

CVP diz que se afastou quando soube das irregularidades e atribui responsabilidades à Câmara de Pedrógão

A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) voltou ontem a garantir que “tem inventariados todos os bens doados, bem como os que ainda se encontram armazenados à responsabilidade da Câmara Municipal de Pedrógão Grande”. Na sequência da investigação da TVI, que dá conta de que os donativos não foram distribuídos, a CVP diz não ter “qualquer responsabilidade no armazenamento dos bens doados” nem no “ambiente caótico do armazém transmitido pelas imagens tornadas públicas”.

Esta é a segunda vez que a instituição esclarece não ter qualquer ligação com a alegada má gestão dos donativos da Câmara Municipal de Pedrógão Grande. Segundo noticiou a TVI, os bens doados para as vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande de 2017 estão guardados em pavilhões e ainda não foram distribuídos pelas famílias. Recorde--se ainda que a CVP tem sob sua responsabilidade o apetrechamento de 76 habitações que foram atribuídas no âmbito do Fundo REVITA. Deste total, 44 habitações já foram totalmente construídas e 32 ainda estão em fase de conclusão.

“A gestão do armazenamento e a distribuição dos respetivos bens doados são responsabilidade da Câmara Municipal de Pedrógão Grande”, escreve a CVP em comunicado. 

Em relação ao financiamento da reconstrução de cinco habitações, a Cruz Vermelha assumiu que detetou irregularidades no cumprimento dos critérios de seleção e “suspendeu, de imediato, os pagamentos das obras de reconstrução”.

Ontem foram divulgadas pela TVI imagens do presidente da CVP, Francisco George, a insurgir-se com Ana Leal, jornalista daquela estação de televisão. A perguntas como “tinha conhecimento das condições de segurança [dos bens doados]”, Francisco George manteve uma postura intransigente e chegou mesmo a agarrar o braço da jornalista no final da entrevista, que não autorizou que fosse para o ar. “A senhora é uma exagerada”, acusou o presidente da CVP, depois de a jornalista se ter queixado de ser agarrada. 

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