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OCDE Polémica com coordenador na apresentação de relatório oficial

OCDE Polémica com coordenador na apresentação de relatório oficial

José Sérgio Cristina Rita 18/02/2019 10:38

Ex-ministro Álvaro Santos Pereira coordenou o estudo, mas não está presente ao lado do governo

O estudo sobre as perspetivas económicas para Portugal com o selo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) está hoje a ser apresentado em Lisboa pelo secretário-geral da organização, Angel Gurría, ao lado do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, e do secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix. Pormenor? O coordenador e responsável pelo departamento que preparou o estudo, Álvaro Santos Pereira, não está presente.

O antigo ministro da economia de Pedro Passos Coelho manteve durante semanas um braço de ferro com o governo português, noticiado pelo Expresso, designadamente por causa do capítulo da corrupção, um dos setores avaliados. De acordo com o “Observador”, Santos Pereira terá sido mesmo vetado da cerimónia, um facto desmentido pelo ministério dos Negócios Estrangeiros.  Contactado pelo i, o Ministério dos Negócios Estrangeiros respondeu que "o governo não fez qualquer imposição, a composição da delegação da OCDE é decisão desta".

O i tentou contactar Álvaro Santos Pereira, mas o visado remeteu ontem toda e qualquer questão para o gabinete de imprensa da OCDE. De facto, na OCDE a informação não oficial aponta para um mal-estar entre o executivo socialista e Álvaro Santos Pereira. Um dos pontos nevrálgicos da polémica terá resultado da avaliação de casos como o de José Sócrates, o ex-primeiro-ministro, acusado de crimes de corrupção, branqueamento e fraude fiscal, em 2017. Ora, o documento faria recomendações que o governo não terá recebido da melhor forma por vir a dar uma imagem errada do país.

O executivo chegou a ponderar distanciar-se do relatório, hoje apresentado, mas acabou por considerar que estava equilibrado. Por isso, o primeiro-ministro, António Costa, tem também um encontro com Angel Gurría no Palácio de São Bento, depois da apresentação do relatório, que faz a avaliação do país de dois em dois anos.

Entretanto, Álvaro Santos Pereira também desmarcou uma apresentação do documento, feita com a Ordem dos Economistas, e longe de qualquer membro do executivo, durante esta semana.

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