18/2/19
 
 
Mário Bacelar Begonha 06/02/2019
Mário Bacelar Begonha

opiniao@newsplex.pt

O recomeço

Através das redes sociais será possível combater a política organizada pelos partidos e obrigar o governo a reagir e a perceber que terá que fazer escolhas mais acertadas tendo como alvo o interesse de todos e não só de alguns, que por sinal, são sempre os mesmos

O tempo que passou foi nosso mestre, e mostrou-nos que de facto só com o tempo aprendemos, isto caso, se não repetirmos um único erro cometido e se tivermos a humildade suficiente para perceber que ninguém nasce ensinado ...!.

Aprender é um exercício diário, que devemos fazer tendo como objectivo melhorar “os nossos pontos de vista”, já que com o passar do tempo vamos evoluindo no pensamento e na acção.

O recomeço, seja do que for, é sempre uma nova etapa da nossa vida e permite-nos recomeçar a um nível mais elevado do que o estádio anterior, porque vamos fazendo a síntese da nossa experiência e percebendo que temos pela frente um trabalho que nunca acaba, pois caso contrário, já estaríamos mortos, ou seja, há coisas que são para sempre, e que só acabam quando, também nós acabamos.

Por isso, após três meses de “reclusão” com uma semana “em seminário”, chegámos à conclusão de que as redes sociais digitais ultrapassaram os partidos políticos e os sindicatos, como forças mobilizadoras de protesto, com os habituais alugueres de autocarros pagos pelos partidos, para transportar os apaniguados e tornaram-nos em “forças ultrapassadas” que só “defendem” certos interesses de classe (corporativos vs sindicatos), e pessoais, sendo duvidoso que coloquem, em primeiro plano, o interesse Nacional.

Por isso, 2019, marca o início de uma NOVA ERA em que os jovens e todos aqueles com futuro, no sentido de terem anos para viver, deixaram de olhar os partidos políticos como essenciais e indispensáveis à democracia, já que eles, pouco têm feito para lutar contra a corrupção, que grassa na sociedade, e que, como é sabido, é transversal a toda a sociedade europeia, americana, africana e asiática.

Mas através das redes sociais será possível combater a política organizada pelos partidos e obrigar o governo a reagir e a perceber que terá que fazer escolhas mais acertadas tendo como alvo o interesse de todos e não só de alguns, que por sinal, são sempre os mesmos.

Aprendemos através da Escola de Vida do Desporto, a respeitar adversários quando eles, lutam com lealdade, sem batota, com dignidade e em prol do bem-comum. E é curioso que a única crítica que temos para com o “P.C.P.”, de monta, é a hipocrisia e a mentira que utilizam para disfarçar a sua antipatia pela democracia, afirmando-se democratas e patriotas, no parlamento. Fora isso, até têm ideias “acertadas”, no campo social, inclusive a necessidade da reposição do Serviço Militar Obrigatório, e algumas reservas em relação a casamentos entre pessoas do mesmo sexo, coisa que é muito liberal e moderna que não se coaduna com um partido disciplinado e conservador.

É difícil, ou melhor, é cada vez mais difícil fazer previsões, dada a velocidade de novas descobertas e, sobre tudo, a intervenção crescente da “Inteligência Artificial”, que despersonaliza e desresponsabiliza, certas “decisões”, que teriam de ser imputadas a quem autorizou essa “transferência” dos centros de decisão. Só que, julgamos, que há um desfasamento, ainda grande, entre a geração mais nova, já com literacia, mas ainda na idade das ilusões, e a grande massa da população que não chegou a entrar na universidade, e por isso os governos ainda vão conseguindo “CHEGAR” a certas camadas da população assim como os “partidos” ainda vão tendo alguns votos.

Mas poderá chegar o dia em que, quer uns quer outros, fiquem a falar só para dentro das próprias estruturas políticas... e o “POVO É QUEM MAIS ORDENA”!. É preciso perceber isso e preparar, hoje, o FUTURO, como lembrava Louis Armand.

 

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