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Professores. Mário Nogueira responde às acusações do PS

Professores. Mário Nogueira responde às acusações do PS

Beatriz Rato Jornal i 31/01/2019 19:47

Dirigente sindical afirma que o PS está “obcecado em desvalorizar os professores”

Depois de o dirigente do PS Porfírio Silva acusar Mário Nogueira de marcar uma reunião com a bancada socialista apenas para, no fim, em declaração aos jornalistas, “atacar” os deputados, o secretário-geral da Fenprof enviou-lhe uma resposta. No documento, Mário Nogueira refere que “terá caído mal ao deputado do PS” que a Fenprof tenha acusado o governo de adiar uma negociação “que já devia ter começado”.

O dirigente sindical lembrou que “o direito de que os professores não abrirão mão”, ou seja, ver contabilizado todo o tempo de serviço congelado, também já foi recomendado ao governo por Porfírio Silva, quando o deputado votou a favor de uma resolução que previa essa medida na Assembleia da República.

Para Mário Nogueira, o deputado socialista está a fazer transparecer “um crescente nervosismo”, que “também se tem notado em membros do governo”, nomeadamente no primeiro-ministro. “Optou pela estratégia de vitimização e do ataque pessoal, reação habitual naqueles que se desorientam, talvez por sentirem não ter a razão do seu lado”, escreveu o secretário-geral da Fenprof.

Num texto publicado no blogue “Machina Speculatrix”, Porfírio Silva acusou Mário Nogueira de estar obcecado em atacar o PS. Na resposta, o dirigente sindical afirma que “não está obcecado com nada”, mas sim “muito determinado em defender os direitos dos professores”. Para Mário Nogueira, quem está “obcecado” é o PS “em desvalorizar os professores com as posições assumidas pelo governo”, justifica.

Mário Nogueira salienta ainda que a Fenprof “não tem nenhum problema em apoiar medidas dos governos ou em as combater, independentemente de quem os apoia ou lhes faz oposição”. “A FENPROF e os seus dirigentes defendem a Escola Pública, esse bem maior da Democracia, com a certeza de que não há Escola Pública Democrática sem professores valorizados, dignificados, respeitados e com as condições de trabalho adequadas. Esta é que, porventura, também deveria ser a preocupação do senhor deputado”, acrescenta.

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