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Fim da Água do Caramulo. PCP e SINTAM criticam encerramento de unidade de produção

Fim da Água do Caramulo. PCP e SINTAM criticam encerramento de unidade de produção

Dreamstime Jornal i 17/01/2019 16:24

Naquela unidade de produção trabalham 26 pessoas

Como o SOL já havia avançado na última sexta-feira “a quebra significativa de volumes ao longo dos anos considerando a baixa procura pela marca nos mercados externos e interno” levou a que a Super Bock Group anunciasse o encerramento do Centro de produção de Águas do Caramulo, em Varzielas, Oliveira de Frades, marcado para fevereiro.

Perante o anúncio da decisão de fecho, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB) emitiu um comunicado para transmitir a sua “total discordância e oposição”.

Segundo o sindicato esta é “uma ação meramente estratégica do ponto de vista comercial e empresarial”.

Recorde-se que a Super Bock Group indicou que as 26 pessoas que trabalhavam no centro de produção tiveram a “possibilidade de transferência para uma outra unidade do grupo”. 

Contudo, de acordo com o SINTAB “as soluções de mobilidade aventadas pela empresa são irrealistas e inexequíveis para a quase totalidade dos Trabalhadores, já que sugerem uma deslocação equivalente a quase metade do território nacional, desde a Beira alta até ao Alentejo”.

“O SINTAB encetará todos os esforços e contactos no sentido do retrocesso desta penosa decisão e consequente salvaguarda da totalidade dos 26 postos de trabalho”, acrescenta a nota.

Também o PCP de Viseu criticou o encerramento daquela unidade em comunicado.

“A atitude da empresa para com esta unidade de produção é a mesma que tem com as suas garrafas de 'tara perdida'”, lamenta o PCP, acrescentando ainda que a laboração da unidade é de extrema importância económica e social naquele que é “um território de baixa densidade, tão severamente ‘castigado’ por catástrofes e ostracismo político”.

“O que significam no grupo 26 postos de trabalho, num universo de mais de 1.300”, questiona o PCP.

Segundo o partido, depois da empresa justificar o encerramento devido à quebra significativa de volumes ao longo dos anos,  “os trabalhadores contrapõem a esta argumentação a atitude deliberada da empresa de desvalorização e falta de promoção da marca Água do Caramulo em detrimento de outras que comercializa, por ter decidido, há muito, encerrar esta unidade ‘metida no meio da serra’”.

“Não podemos esquecer que o Super Bock Group é a principal empresa de venda de cerveja, águas e refrigerantes no país, investindo largos milhões de euros no patrocínio de vários festivais de música e de clubes de futebol da primeira liga, pelo que a justificação da queda de volume de vendas da Água do Caramulo para legitimar o anúncio de encerramento não colhe”, refere a mesma nota.

Assim o PCP refere que vai  “de imediato desencadear todos os mecanismos legais para apoiar a defesa dos postos de trabalho e a manutenção da laboração no Centro de Produção das Águas do Caramulo”.

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