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Supertaça de Itália. Valeu Cristiano Ronaldo, não fosse ele a “máquina perfeita”

Supertaça de Itália. Valeu Cristiano Ronaldo, não fosse ele a “máquina perfeita”

Laura Ramires 16/01/2019 19:24

Juventus conquista o troféu com um golo do internacional português. É o primeiro título de CR7 com a camisola bianconera

“Nos últimos sete, oito anos, Cristiano Ronaldo tornou-se num jogador incrível. Quando o conheci, há uns anos, dava muito espetáculo, mas deixou de o fazer. Agora, tudo o que faz é com determinação, ataca com profundidade e com o objetivo de marcar golos. Mudou nos últimos sete, oito anos. Agora é a máquina perfeita. Quanto mais envelhece, mais corre. Parece que não tem idade. Isso mostra o quão profissional ele é. Se já era um campeão, nos últimos anos, agora tornou-se ainda melhor jogador”. As palavras são de Gennaro Gattuso, treinador do AC Milan, numa observação foi feita na antevisão ao duelo com a Juventus, para a Supertaça de Itália, que o emblema de Turim conquistou durante a tarde de hoje em Jeddah, na Arábia Saudita. O ex-internacional italiano sabia de antemão que o craque português seria uma das dores de cabeça para os rossoneri e... tinha razão.

O capitão das Quinas foi o autor do único golo do encontro, apontado aos 61 minutos. O CR7 respondeu da melhor maneira, de cabeça, ao cruzamento de Pjanic, e garantiu o primeiro troféu da época para os comandados de Massimiliano Allegri.

Mais: o ex-avançado do Real Madrid conquistou o primeiro título com a camisola bianconera graças a um golo da sua autoria, o primeiro nesta prova. Foi, de resto, o seu 16.º golo apontado pela Juventus e o seu 19.º em finais, demonstrando mais uma vez o papel decisivo que continua a ter aos 33 anos.
    
Jogo morno Valeu literalmente o golo do internacional português num encontro sem grandes motivos de interesse. De notar que já na primeira metade da partida a melhor oportunidade de golo tinha pertencido a Cristiano Ronaldo, que tentou finalizar com um remate acrobático, que passou perto da baliza à guarda de Donnarumma. Antes, só João Cancelo, que também foi titular, e Douglas Costa tinham conseguido a agitar as bancadas. Matuidi, aos 34’, ainda viu um golo ser-lhe bem anulado por fora de jogo, posição em que foi novamente apanhado aos 68’, tendo sido mais um golo invalidado, aquele que seria o segundo da vecchia signora, que pertencia a Paulo Dybala.

Num jogo que nunca teve um ritmo alucinante a posição do emblema de Milão complicava-se. Com o CR7 e companhia a controlar a vantagem, a expulsão do médio central F. Kessié, a cerca de 15 minutos do fim do tempo regulamentar, deixou o AC Milan ainda mais comprometido.
 
Juve passa a líder isolada da prova Até esta quarta-feira a Juventus e o AC Milan dividiam o primeiro lugar da lista de vencedores da supertaça italiana, com sete conquistas para cada. Agora, o emblema de Turim é oficialmente o campeão da prova. Com 8 troféus no seu historial (1995, 1997, 2002, 2003, 2012, 2013, 2015 e 2018), os bianconeros libertam-se, assim, desta liderança bipartida. O emblema de Milão passa, por isso, a ocupar o segundo posto nesta tabela, com os mesmos sete títulos (1988, 1992, 1993, 1994, 2004, 2011, 2016). A fechar o pódio surge o Inter, com cinco conquistas – 1989, 2005, 2006, 2008, 2010. Segue-se a Lazio, com quatro vitórias na prova, a última na época transata, (1998, 2000, 2009, 2017); e, depois, a Roma e o Nápoles, com dois triunfos cada.

O Parma, a Sampdoria e a Fiorentina, com um troféu para cada, todos conquistados na década de 90, também já inscreveram o seu nome na história da competição italiana.

Se a disputa entre a Juve e o AC Milan no que à supertaça diz respeito tem sido renhida no que toca à liga italiana a conversa é forçosamente diferente.

Esta época, numa altura em que estão cumpridas 20 jornadas da Serie A, a vecchia signora segue isolada na liderança (sem derrotas), com 53 pontos, mais 22 pontos (!!!) que a formação orientada por Gennaro Gattuso, que ocupa atualmente o 5.º lugar na tabela (31 pontos).

De resto, a última vez que a equipa de Milão conseguiu conquistar o campeonato daquele país foi em 2010/11. Desde essa temporada, aliás, que o clube de Turim tem sido absolutamente demolidor já que vem vencendo sem deixar  mais ninguém sonhar com o feito. O Nápoles tem tentado impôr-se como principal rival da turma de Turim, heptacampeão da Serie A, mas, ainda assim, sem sucesso. Embora continue a ser o principal perseguidor de CR7 e companhia, e até esteja instalado no 2.º posto na tabela esta época, o conjunto napolitano, que conta com o internacional português Mário Rui, tem atualmente uma desvantagem de 9 pontos para os comandados de Allegri.

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