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Mário Bacelar Begonha 09/01/2019
Mário Bacelar Begonha

opiniao@newsplex.pt

A verdadeira educação da juventude

Se houver consenso, através de acordos partidários, entre os diversos partidos representados no Parlamento, será possível haver uma certa estabilidade na Política Educativa Nacional e evitar mudanças constantes, após sucessivas eleições

Será que a Educação tem alguma coisa (conexão) que ver com Desporto e Política? Claro que tem, já que o Desporto como movimento humano (cinesiologia) faz parte da adaptação e do desenvolvimento motor do ser humano à vida quotidiana, com uma grande interacção no plano educativo, devido à formação cívica e à interiorização de regras e princípios que são essenciais à vida em sociedade, que devem ser pensados, aplicados, desenvolvidos e aperfeiçoados através da política levada à prática pelo Governo. Por isso é que os três itens estão ligados. 

Mas o que é uma Política Educativa? É a Instrução-Educação, que o Estado faz aplicar no ensino-escolar em todas as escolas nacionais, sob a orientação e fiscalização do Ministério da Educação. 

E quem é que define ou deve definir esse “tipo” de Instrução-Educação? Em teoria, cabe ao povo português, através dos seus representantes legitimamente eleitos, democraticamente, definirem essa orientação, obviamente apoiados por especialistas na matéria com curriculum académico e provas dadas e, não apenas e tão só, pelo cartão partidário.
É que se houver consenso, através de acordos partidários, entre os diversos partidos representados no Parlamento, então será possível haver uma certa estabilidade na Política Educativa Nacional e evitar mudanças constantes, após sucessivas eleições. 

Isto porque a Política Educativa não pode mudar cada quatro anos, embora possa e deva sofrer aperfeiçoamentos e ajustamentos, quando forem julgados oportunos e necessários.

A grande questão que se coloca nesta temática é saber quem deve DEFINIR e a quem compete a grande missão de dizer como e porquê, deverá ser orientada a Educação da Juventude. Isto porque a ideologia de um partido, aquando no Governo, pode influenciar tal orientação e, evidentemente, o regime vigente no País, pois que em democracia a orientação terá que estar em linha com os valores democráticos, sendo que num regime autocrático a Educação seria totalmente oposta.

Só que em Portugal, vive-se neste sector, como em outros, um grande equívoco: é que certos partidos políticos, com assento parlamentar, sendo marxistas, afirmam-se democráticos, esquecendo, pelo menos um, que tentaram implantar uma ditadura do proletariado em Portugal através das armas.
Será que estavam a pensar numa “Ditadura Democrática”?

Todas estas questões só poderão ser ultrapassadas quando se adoptar em Portugal a “MERITOCRACIA” em oposição à “POLÍTICA DO CARTÃO PARTIDÁRIO”, ignorando o conhecimento (saber), a honestidade e o bom carácter dos candidatos. 

Mas convém não esquecer que os “idealistas” perdem sempre para os “oportunistas”. No fim quem perde é o País e os cidadãos.

Sociólogo
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