22/3/19
 
 
João Lemos Esteves 18/12/2018
João Lemos Esteves

opiniao@newsplex.pt

Terrorismo islâmico radical: o inimigo n.º 1 das sociedades livres e tolerantes

A nossa civilização é incompatível com terroristas. E a barbárie tem motivações ideológicas; os terroristas são alimentados pelo ódio da propaganda gerada pelo terrorismo islâmico radical.

1. A barbárie assaltou de novo a Europa. Mais uma vez. Já são vezes demais. E a barbárie tem nome, tem protagonista – e tem motivações ideológicas. A barbárie tem nome – o Daesh prossegue a sua aventura sanguinária na Europa, perante a complacência, por omissão e fraqueza, dos líderes europeus. Prova-se, também neste aspeto, que fracos líderes fazem fraco o forte povo. Tem protagonista – Chérif Chekatt, homem perigosíssimo, um brutal assassino que já constava, em posição de destaque, em lista de suspeitos de terrorismo. Este soldado do terrorismo islâmico radical – patrocinado pelo Daesh com a bênção de Estados-pária, como o Irão dos aiatolas – matou, espalhou o terror e ainda gozou com a vida. Com a vida dos franceses. Com a vida dos europeus. Com a vida de todos aqueles que prezam o valor irrefragável e insubstituível da vida humana. Não pode haver novos “Chérifs in town”: os terroristas devem ser identificados, expulsos do território europeu e americano – e banidos, para sempre, das nossas sociedades.

2. A nossa civilização é incompatível com terroristas. E a barbárie tem motivações ideológicas; os terroristas são alimentados pelo ódio da propaganda gerada pelo terrorismo islâmico radical. Não se trata aqui de um sistema de crenças religiosas nem de fé; trata-se somente de um conjunto de ideias de puro ódio a todos quantos não partilham as suas ideias (incluindo aqui muçulmanos moderados ou o que os terroristas aqui versados consideram como “muçulmanos impuros”), constituindo o eixo central da sua retórica e ação o apelo permanente à destruição do Ocidente, identificado com a cultura judaico-cristã. É o ataque a este “inimigo” que agita as suas bases, que atrai novos “soldados” para a sua causa diabólica: sem a promessa de destruição da Europa, dos Estados Unidos da América e do judaico-cristianismo, os terroristas islâmicos radicais (sob a designação de Daesh) não lograriam registar a adesão de muitos por muitas (demasiadas!) latitudes e longitudes.

3. Note-se que a retórica de persuasão (a propaganda) do terrorismo islâmico radical, ainda que invoque um fundamento divino e a palavra de Deus, secularizou-
-se: invetivam-se ora as injustiças sociais, o desespero e a miséria que o modelo de vida da sociedade capitalista gera, as desigualdades, o “racismo” e “xenofobia” das sociedades não islâmicas. Por contraponto, apresenta-se um modelo de sociedade islâmica baseada na proteção dos mais vulneráveis, dos excluídos socialmente, numa organização político-económica que decorre diretamente da vontade de Alá e, por conseguinte, é intrinsecamente justa, com a devida compensação pelos sacrifícios efetuados em seu nome – ou seja, apresenta-se uma ideologia política, e não um sistema de crenças religiosas. Esta ideologia é totalitária; é autoritária; não conhece qualquer limite fundado numa conceção, ainda que limitada, de direitos humanos ou de dignidade da pessoa humana; visa o “imperialismo teocrático violento”, conhecido como jihadismo. Ora, o terrorismo islâmico radical não encontra proteção em nenhuma Constituição do mundo livre e de uma sociedade minimamente civilizada, sendo manifestamente improcedente a invocação do direito à liberdade religiosa e de consciência: não se trata aqui de um sistema de crenças religiosas, mas sim de uma ideologia política bárbara que apela à prática de atos criminosos.

4. Entendamo-nos: o islão, enquanto manifestação de fé e de cultura, é realidade diversa da ideologia política que quer exterminar a civilização judaico-cristã. Que declarou guerra à liberdade e à democracia. No entanto, não podemos, por imperativo de rigor e de verdade, ignorar que os atentados terroristas praticados em solo europeu têm sido executados por pessoas que se assumem como “islâmicos” – não é uma opinião, é um facto. Muitos analistas dizem (e os cidadãos em geral) que não se podem tirar conclusões precipitadas sempre que ocorre mais um bárbaro atentado contra a vida de pessoas inocentes, como sucedeu em Estrasburgo na semana passada: associar atos criminosos ao terrorismo islâmico radical seria… discriminação e preconceito! Ora, o simples facto de se equacionar que um atentado terrorista será, imediata e instintivamente, associado a um “islâmico” já é preocupante, na medida em que indicia o caráter de repetição anormal deste tipo de fenómeno e da identidade dos seus protagonistas… E a realidade é que não temos conhecimento de atentados terroristas em solo europeu ou norte-americano que tenham sido executados por cidadãos budistas, hindus ou cristãos – por acaso (?), todos os atentados terroristas foram praticados por indivíduos que se assumiam como islâmicos. É um facto: citando o presidente Barack Obama, “todos têm direito à sua opinião; mas não têm direito aos seus próprios factos”. E o facto é que todos os atentados terroristas, aqui tão perto de nós, foram praticados por islâmicos, após lavagem cerebral operada pela propaganda diabólica dessa praga que é o Daesh!

5. Há pessoas islâmicas (a maioria) que são fantásticas e um exemplo de integração nas nossas comunidades. No entanto, estes islâmicos moderados têm de nos ajudar no combate ao terrorismo islâmico radical – denunciando, prestando-nos informações, combatendo com determinação aquele que é o nosso, e seu, inimigo. Porque, se não o fizerem, as sociedades livres e tolerantes que os acolheram com alegria tenderão a reagir, limitando cada vez mais a entrada e permanência de muçulmanos nos respetivos territórios: nenhum povo é obrigado a assistir, passivamente e em absoluta inércia, à carnificina dos seus compatriotas. O islão moderado tem, pois, de optar: ou está connosco ou está com o nosso inimigo, o monstruoso terrorismo islâmico radical. Não se pode estar dos dois lados.

6. Uma última nota para evocar aqui que, no mesmo dia em que Estrasburgo sofreu o cobarde atentado reivindicado pelo Daesh, dois agentes da polícia foram brutalmente agredidos por dois palestinianos em Jerusalém, em novo ataque terrorista liderado pelo Hamas. O que prova que Israel é o nosso amigo e aliado nesta luta global contra o fundamentalismo islâmico: a sua causa é, afinal, a nossa causa.

 

joaolemosesteves@gmail.com, Escreve à terça-feira

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×