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Monchique. Quatro meses depois vítimas ainda estão à espera de apoios

Monchique. Quatro meses depois vítimas ainda estão à espera de apoios

AFP Jornal i 16/12/2018 18:00

O governo anunciou um apoio de 2,3 milhões de euros para ajudar a reconstruir as casas destruídas pelas chamas

Passados quatro meses, as pessoas afetadas pelo incêndio de Monchique, em Faro, ainda estão à espera de receber os apoios destinados à reconstrução das casas destruídas pelas chamas e das produções agrícolas.

O governo anunciou um apoio de 2,3 milhões de euros para ajudar a reconstruir as casas destruídas pelas chamas. Contudo, Rui André, presidente da Câmara de Monchique, citado pela Lusa, considerou que a reconstrução das casas deverá ficar concluída apenas no próximo ano. O autarca disse que houve um problema com a legalização de algumas habitações – o Instituto da Conservação da Natureza e das Floresta emitiu um parecer negativo para metade das 52 casas que tinham pedido ajuda

Além disso, o Minstério da Agricultura anunciou também que iria ser disponibilizados cinco milhões de euros para ajudar os agricultores afetados pelo incêndio a repor animais, máquinas e equipamentos agrícolas e infraestruturas relacionadas com a atividade agrícola.

As chamas – deflagraram no início de agosto, na zona da Perna Negra, no Algarve e rapidamente se alastraram para Silves e Portimão – lavraram durante uma semana, tendo provocado 42 feridos.

Até ao final da primeira semana de agosto, Portugal registava uma área ardida muito reduzida – 1327 hectares. O incêndio de Monchique veio alterar o panorama, ao tornar-se o maior incêndio sem registo de vítimas mortais do ano em toda a Europa. De acordo com os dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS), as chamas que deflagraram em Monchique consumiram cerca de 27 mil hectares.

Mesmo assim, os números indicam que este incêndio de Monchique está longe de bater os números registados no verão passado nos fogos de Pedrógão Grande e de 15 de outubro. Este último aparece no topo da lista de 2017, por ter queimado 43.191 hectares, nos concelhos de Seia e Sandomil,  Guarda.

Apesar não se terem registado vítimas mortais, o incêndio de Monchique colocou Portugal no topo da lista europeia relativamente ao total de área ardida, superando o Reino Unido (17.682 hectares), Suécia (21.448 hectares) e Grécia (9681 hectares) que este ano também enfrentaram fogos violentos.

Na altura, Rui André, em declarações à Lusa, falou sobre os prejuízos que o incêndio provocou, calculando que a destruição poderia rondar os 10 milhões de euros.

 

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