29/11/20
 
 
Parques de estacionamento privados já estão a dar a volta

Parques de estacionamento privados já estão a dar a volta

José Batalha Rita Pereira Carvalho 13/12/2018 11:14

Se a cidade de Lisboa seguir o plano “Madrid Central”, os parques de estacionamento privados podem deixar de existir

A medida de Madrid para afastar os automóveis da zona histórica foi implementada em março deste ano e já desviou os utilizadores para os parques de estacionamento públicos. O objetivo do plano Madrid Central focou-se na criação de um perímetro de cerca de 472 hectares interditos a veículos para reduzir a poluição na cidade. As regras são claras: à excepção dos transportes públicos e dos automóveis com visto de residência, todos os outros estão proibidos de circular. Neste sentido, os carros têm de ficar nos parques de estacionamento situados nas áreas subjacentes e estes parques estão sob o dominio do municipio. Se esta medida for implementada, por exemplo, na cidade de Lisboa, todos as empresas concessionárias dos parques de estacio namento deixarão de ter estes espaços e, naturalmente, a sua receita vai diminuir.

Contactados, até à hora de fecho desta edição, a Bragaparques, a Saba e a Câmara Municipal de Lisboa, ainda não tinham emitido qualquer resposta em relação à possibilidade de Lisboa poder vir a adoptar um plano idêntico ao da capital espanhola, ou em relação à perda de receitas das empresas privadas devido à municipalização dos parques. Contactada pelo i, a Empark, que no mês de março de 2018 perdeu a concessão do Parque dos Poveiros e do Parque do Palácio de Cristal, ambos na cidade do Porto, afirmou que a situação não é preocupante. “Se me pergunta se nós preferiamos ficar com a gestão, óbvio. Mas entretanto foram ganhos outros e a Empark não existe só de concessões públicas, também tem privadas. Não se coloca a questão de perda de receita de 50%. Naturalmente que se perde aquela receita e, apesar de importante, não tem esse peso”, explica Ricardo Rodrigues do gabinete de comunicação da Empark. Ainda assim, sabe o i por fonte próxima das empresas concessionárias que a questão não é tão linear assim e que as empresas podem perder até metade da receita. E as empresas já estão a tentar colmatar a possível passagem dos parques para pasta pública. Por exemplo, na Avenida João XXI, já existem parques concessionadas pela Empark que oferecem aos utilizadores um plano mensal de 25 euros que incluiu a utilização de um lugar ente o período das 18 horas e as nove da manhã. Este sistema já se aplica também noutras partes da cidade, o que demonstra a necessidade de adaptação das empresas, com o objetivo de não perderem a totalidade receita, como aconteceria se os respetivos parques fossem municipalizados. Do outro lado, para os municípios será sempre mais vantajoso, a nível económico, explorar municipalmente os espaços.

 

Ler Mais


Especiais

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×