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Frente Unitária Antifascista concentrou ativistas em Braga

Frente Unitária Antifascista concentrou ativistas em Braga

Joaquim Gomes Joaquim Gomes 01/12/2018 18:40

A Frente Unitária Antifascista (FUA) concentrou durante esta tarde, em Braga, mais de uma centena de ativistas, sob o lema “A rua é do Povo”, duas semanas depois de ter sido constituída na cidade dos arcebispos, por vários movimentos cívicos, políticos e sindicais.

Esta iniciativa decorreu no mesmo dia em que também no centro de Braga se manifestava com diversas iniciativas, o Partido Nacional Renovador (PRN), com a presença do seu presidente, José Pinto Coelho, tendo em hoje, conta a data de 1 de dezembro, como sendo o “Dia da Restauração da Independência Nacional”, como destacaram os seus dirigentes.

“A rua é do povo” foi a primeira ação pública da frente, “mas a agenda será diversa com carater pedagógico, social e ativista, mas que funcionará a nível nacional e com sinergias internacionais com um objetivo simples: travar a extrema-direita e fascismo nunca mais”.

O encontro da Frente Nacional Antifascista teve lugar Praça Conde de Agrolongo (Campo da Vinha) e de acordo com fontes oficiais da organização, o objetivo foi “haver música, convívio e discurso de vários membros constituintes da frente, na sequência do convite aos defensores da democracia e dos seus subsequentes valores, que nos definem como sendo indivíduos distintos na igualdade e pluralidade, como única forma de manter o direito intrínseco de todos ao espaço público”.

“Neste feriado nacional em Braga pretende-se dar início a uma celebração da democracia e da liberdade através de uma ação de rua pacífica e disponível para esclarecer dúvidas e partilhar o que nos une”, disseram aqueles mesmos organizadores da nova frente nacional.

Tal como o i e o Sol noticiaram em primeira mão, a Frente Unitária Antifascista (FUA) foi criada a 18 de novembro na cidade de Braga, apresentando-se “como um movimento de cariz nacional aberto a várias ideologias que partilhem o desejo de viver a democracia saudável, pautada pela justiça equitativa, alteridade, liberdade e inclusão”, acrescentaram.

Brasileiros também “receosos”

“A Frente Unitária Antifascista tem na sua formação, além de cidadãos portugueses e de outras nacionalidades, brasileiros residentes em Portugal receosos com a situação política brasileira e suas repercussões como ilustram a tendência do crescimento do populismo de direita é global”, revelou este sábado, em comunicado, a Frente Unitária Antifascista.

Segundo a FUA, “a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos abriu um precedente para que a extrema-direita se apresente como alternativa às crises económicas em diversos países, um deles o Brasil, que vinha de um golpe de Estado de caráter antidemocrático e que face a uma crise política, económica e falta de segurança, elegeram um presidente cujo ideal enaltece torturadores da ditadura militar e criminaliza a defesa dos direitos humanos e não humanos, e pior é que os brasileiros em Portugal, uma fatia está com ele, o que é assustador e incoerente”.

Por isso, “isto tem que nos mobilizar, eleger políticos sem debates, sem programa político representativo das necessidades de um país e do mundo é grave”, acrescente ainda a FUA.

“Vacina contra a extrema-direita”

“Uma sociedade consciente da mudança do paradigma assistente e capaz de responder aos desafios éticos onde o outro, seja inanimado, senciente ou racional é sujeito de proteção e direitos”, segundo propósitos da FUA, revelados em comunicado à Imprensa.

“A criação da frente é corolário do avanço notório da extrema-direita em vários países, onde se inclui Portugal, sendo pautada pela ausência de políticas democráticas visantes do bem comum, o fim último da política”, refere ainda a FUA, que integra vários grupos.

“Neste sentido, cidadãos e cidadãs de vários quadrantes e com percurso em ativismo,  querem criar um travão através da explicitação da importância de Portugal precaver-se e vacinar-se desta má tendência global, onde o desmérito dado a partidos e candidatos impensáveis para um democrata,  hoje, têm o poder de decidir o destino de um país sem padrões morais e sem políticas (as sociais, as económicas e ambientais) que respeitem as decisões internacionais, candidatos, eleitos face a fenómenos de desinformação de massas e cimentação de ódios entre camadas sociais com prioridades diferentes”, salienta a FUA.

“O apelo primordial da Frente Unitária Fascista foi todos os defensores da democracia deslocarem-se à Praça Conde de Agrolongo [Campo da Vinha] para conhecer o manifesto da frente e entender formas possíveis de luta, resistência, e quais as tarefas prioritárias para evitar o desenvolvimento destes partidos e movimentos que congregam de ideologias de ódio em solo português”.

“A FUA tem voz coletiva, e declara no comunicado que “para lutar contra o fascismo é importante todos os democráticos agirem, não se pode perpetuar cisões partidárias e apartidárias, todos os defensores  do estado de direito estão convocados para a luta, não interessa espectros políticos, isso são outras questões presas à discussão, à retórica, totalmente desrespeitadas pelo fascismo”, refere o novo movimento nacional antifascista.

A finalizar, a FUA considera “ser importante dizer: fascismo não, na rua, no digital, em ações, podemos e temos tudo para fazer de Portugal um país onde a extrema-direita não tem expressão, daí lutarmos e convocarmos todos a defender o pluralismo democrático”.

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