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Borba. "A chuva não tem culpa, só acelera processos que estão em desenvolvimento", diz Bastonário dos Engenheiros

Borba. "A chuva não tem culpa, só acelera processos que estão em desenvolvimento", diz Bastonário dos Engenheiros

Jornal i 20/11/2018 18:25

Carlos Mineiro Alves afirma que esta “é uma situação  que está identificada há quatro anos e era um acidente anunciado"

Um troço da estrada municipal que liga Vila Viçosa a Borba abateu, esta segunda-feira. O acidente tem gerado muitapolémica dentro do Governo, Algo que, segundo o bastonário da Ordem dos Engenheiros, poderia ter sido evitado,“encerrando a estrada”.

Em declarações ao Diário de Notícias, Carlos Mineiro Alves defende que o estado de deterioração deste troço era algo evidente: “ O que choca é que é uma situação que está identificada há quatro anos e era um acidente anunciado "

"Aquilo tinha de acontecer. A pedreira foi até aos limites. A estrada por baixo não estava fundada em rocha, naquele maciço calcário, mas sim na terra. Portanto, a terra um dia havia de cair e deslizou com mais chuva. A chuva não tem culpa, só acelera processos que estão em desenvolvimento. O que houve ali foi um deslizamento de terras e a estrada a cair, infelizmente", refere o bastonário dos Engenheiros. "É de uma evidência que é trágica", sublinhou.

Para Carlos Mineiro Alves é difícil compreender como se chegou a este ponto: “Há uma coisa elementar que é o bom senso. Qualquer engenheiro, qualquer técnico, qualquer pessoa conscienciosa não pode obviamente explorar uma pedreira até uma berma ou até à proximidade de uma estrada".

O mesmo defende que, mesmo com a existência de uma margem de segurança no local, este não estaria seguro da tragédia que aconteceu ontem, mas que mesmo assim "não tinha acontecido com as consequências que teve".

O responsável diz ainda que a estrada municipal devia ter sido encerrada, “obviamente".  "O que sucede ali é que não houve uma decisão de interditar a circulação naquela estrada", acrescentou.

Para além desta estrada, o bastonário receia que continue a existir infraestruturas em risco em Portugal. "Devia haver uma base de dados sobre o que está a ser feito, o que está a ser observado, como é feita a monitorização, o acompanhamento. Nós vamos, por exemplo, ao site da Infraestruturas de Portugal, e não temos essa monitorização", defende.

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