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Adesão à greve dos funcionários judiciais a rondar os 95%

Adesão à greve dos funcionários judiciais a rondar os 95%

Dreamstime Jornal i 14/11/2018 12:39

O presidente do SFJ, adiantou ainda que prefere não avançar com os 100% de adesão, uma vez que é difícil confirmar os números concretos “porque nos tribunais ninguém atende os telefones"

A adesão global à greve dos funcionários judiciais, esta quarta-feira, ronda os 95%.

"Não andarei longe se disser que a greve anda na casa dos 90% a 95%, mas a maioria dos tribunais tem apenas os serviços mínimos e muitos outros estão completamente encerrados", disse Fernando Jorge, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), citado pela Lusa.

O presidente do SFJ, adiantou ainda que prefere não avançar com os 100% de adesão, uma vez que é difícil confirmar os números concretos “porque nos tribunais ninguém atende os telefones".

"O facto de não nos atenderem os telefones, e desde as 09h00 que tentamos várias vezes, é indicativo de que não está lá ninguém. Mas há algumas informações já concretas de Famalicão, Barcelos, Viana do Castelo, Gaia, Seixal, Almada, Lourinhã (...) e Barreiro, onde estão apenas a ser cumpridos os serviços mínimos", referiu o responsável à Lusa.

Fernando Jorge referiu ainda que "um pouco por todo o país a adesão é total, o que aliás era esperado pela reação que as pessoas têm tido ao que tem sido a greve parcial das duas horas" e acrescentou que no Palácio da Justiça de Lisboa a adesão é de 95%, com "oito ou nove pessoas a trabalhar, num edifício onde trabalham quase 200".

Apesar de esperar “ter muita gente na vigília” que se realiza esta quarta-feira junto ao parlamento, o responsável reconhece que esta "não terá a expressão da manifestação no Terreiro do Paço, no dia 11 de outubro", uma vez que o sindicato não disponibilizou transporte.

Recorde-se que a greve, que se iniciou pelas 00h00 desta quarta-feira, deve-se a questões relativas à revisão da carreira, aprovação de um estatuto digno, promoções congeladas, falta de funcionários, vencimentos congelados, falta de formação e trabalho além do horário sem compensação.

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