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Santander. Lucros sobem 16% para 385 milhões até setembro

Santander. Lucros sobem 16% para 385 milhões até setembro

Diana Tinoco Sónia Peres Pinto 08/11/2018 10:05

Banco liderado por António Vieira Monteiro diz que saíram cerca de 200 trabalhadores por “mútuo acordo”, afastando cenário de despedimento

Os lucros do Santander Totta subiram 16% para os 385 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, face a igual período do ano passado. 

A margem financeira situou--se em 654,8 milhões de euros, o que representa uma subida de 26,9% em relação ao período homólogo, e as comissões líquidas totalizaram 277,3 milhões de euros, aumentando 11,4% face a setembro de 2017. Já os resultados em operações financeiras diminuíram 44,3%, atingindo 54,4 milhões de euros.

Os custos operacionais somaram 464,6 milhões de euros, o que equivale a um incremento de 18,6%. A evolução conjugada do produto bancário e dos custos operacionais levou a uma ligeira deterioração do rácio de eficiência (+1,8 p.p.), que se fixou em 47,5% no final de setembro de 2018.

Os recursos de clientes cifraram-se em 39 528 milhões de euros, equivalentes a um aumento de 22,0%. Os depósitos, que representam 84% dos recursos, subiram 21,0%, e os fundos de investimento comercializados e os seguros e outros recursos mantêm uma evolução dinâmica, tendo aumentado 27,5%. Face ao final do ano anterior, os depósitos registaram um incremento de 6,0% e os recursos fora de balanço subiram 17,0%.

A carteira de crédito ascendeu a 41 344 milhões de euros, o que representa um aumento de 17,1%, repartido em variações positivas de 13,2% em particulares e de 23,1% em empresas. O total de crédito manteve-se em linha com o valor registado no final de 2017, justificado principalmente pela venda de carteiras não produtivas. A carteira de crédito ajustada daquele efeito e de write-offs teria aumentado 0,8% nos primeiros nove meses de 2018.

Menos trabalhadores Saíram “duas centenas de pessoas” do banco este ano, disse o presidente executivo do Santander Totta, mas garantiu que não se tratou de despedimentos, mas de rescisões por “mútuo acordo”.

“O Santander não faz despedimentos, qualquer saída foi feita por mútuo acordo”, afirmou António Vieira Monteiro em conferência de imprensa. 

Em setembro eram 6677 os funcionários, face a 6781 que existiam em dezembro de 2017, mas em outubro já terão saído mais alguns trabalhadores, perfazendo o valor total indicado por Vieira Monteiro.

De acordo com o responsável, no âmbito da integração do Popular, desde o início deste ano, o banco procedeu à fusão de 87 balcões, estimando alcançar os 100 balcões até dezembro, tratando-se sobretudo de agências que estavam muito próximas e que não se justificava manter.

António Vieira Monteiro esclareceu ainda que a mudança da insígnia para Santander, já anunciada anteriormente, ocorrerá apenas ao nível da marca, pois a denominação social não vai mudar.

“A marca é Santander, a denominação social Santander Totta”, disse o presidente do banco, justificando esta decisão por razões financeiras. “É mais barato manter”, salientou.

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