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Castelo Branco e Bragança com melhor saldo entre pegada ecológica e biocapacidade

Castelo Branco e Bragança com melhor saldo entre pegada ecológica e biocapacidade

Dreamstime Jornal i 30/10/2018 22:05

Dados foram revelados em estudo inédito que mede a pegada ecológica à escala municipal

Castelo Branco e Bragança são os municípios com melhor saldo entre a pegada ecológica - que avalia o uso de recursos naturais e a capacidade de absorção de resíduos - e a biocapacidade, que indica a capacidade de um local para regenerar os recursos naturais. A conclusão é do projeto “Pegada Ecológica dos Municípios Portugueses”, que resulta de uma parceria entre a associação ambientalista Zero, a Universidade de Aveiro e a Global Footprint Network (GFN).

O estudo, “inovador” nas palavras dos responsáveis da Zero porque é o primeiro a calcular ambos os conceitos numa escala municipal, incluiu nesta primeira fase, com recurso a dados de 2016, apenas seis concelhos - Almada, Lagoa, Bragança, Guimarães, Vila Nova de Gaia e Castelo Branco -, mas quer, no futuro, incluir todos os concelhos portugueses.

Segundo os dados recolhidos - que foram apresentados nas várias cidades entre os dias 26 e 30 e não foram ainda publicados oficialmente pela Zero, estando prometidos para sábado -, Castelo Branco revelou uma biocapacidade superior à média nacional em 80%, embora apresente uma pegada ecológica 2% superior à média do país, refere a Lusa. Por sua vez, Bragança revelou uma pegada ecológica que corresponde a 0,3% da pegada do país, com a biocapacidade a ficar-se pelos 0,7% do total do país - cerca de 110% acima da média nacional -, segundo dados avançados pelo “Expresso”. E são os dois municípios, entre os que foram para já avaliados, a apresentar o melhor saldo entre pegada ecológica e biocapacidade, garantiu uma das investigadoras do projeto à Lusa.

No que diz respeito aos restantes municípios, os dados para já conhecidos mostram que, em Almada, a pegada ecológica está 4% acima da média nacional, enquanto a biocapacidade está 81% abaixo da média nacional - resultados, portanto, pouco animadores. Em Lagoa, por sua vez, apesar de a pegada ecológica ser 17% inferior à média nacional, o que é bom, a percentagem da biocapacidade não é favorável, fixando-se 30% abaixo da média do país.

Os valores relativos a Guimarães e Vila Nova de Gaia não foram, para já, revelados.

Segundo o semanário, em Lagoa, a alimentação - com o consumo de carne e peixe a afirmar-se como o principal responsável - tem um peso de 27% na pegada ecológica, enquanto os transportes representam 19%. Em Almada, por outro lado, a alimentação corresponde a 28% da pegada ecológica, enquanto os transportes se fixam nos 21%. Se toda a população mundial consumisse da mesma maneira que um habitante de Lagoa, seriam precisos 1,9 planetas Terra. O número aumenta em Almada: seriam necessários 2,4 planetas como o azul se toda a população do mundo somasse o mesmo consumo que cada habitante da cidade. Quanto a Bragança, eram precisos 2,4 planetas Terra se toda a população mundial vivesse como um cidadão desse município.

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