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Boieng 737 MAX 8. O novo fenómeno das companhias low-cost

Boieng 737 MAX 8. O novo fenómeno das companhias low-cost

ADEK BERRY/afp Jornal i 29/10/2018 20:59

O mais recente modelo da Boeing chegou a ser visto como o modelo do futuro para voos curtos

Foi desenvolvido para ser a nova aposta das companhias low-cost, mas o acidente que ocorreu na madrugada de segunda-feira está a levantar suspeitas sobre o novo modelo do Boeing 737. Trata-se do Boeing 737 MAX 8, que entrou em serviço no ano passado. Desde então, a Boeing já recebeu 4783 encomendas de todo o mundo. Destas, 219 foram entregues até ao final de setembro. O modelo é atualmente usado pela norte-americana Southwest Airlines Co (23), Air Canada (18), American Airlines Groups Inc (15) e Lion Air (13), segundo dados da empresa. 

O modelo usa motores LEAP-1B fabricados pela CFM International, um empreendimento conjunto entre a General Electric Co e a Safran SA. O modelo é especialmente aliciante para as companhias aéreas low-cost por gastar menos combustível que o antecessor e transportar mais passageiros. 

As contas são simples: um Boeing 737-800 transporta até um máximo de 189 passageiros, enquanto o Boeing 737 MAX 8 tem capacidade até 220. Ou seja, o número de lugares dependerá da escolha da companhia aérea, dando mais ou menos espaço a cada um. 

Em abril, o “Telegraph” escreveu que o modelo foi “amplamente anunciado como o avião de curta distância do futuro”, enquanto a Ryanair o rotulou como uma “mudança  no panorama da aviação”. 

Apesar de ainda não serem conhecidas as causas do acidente, o governo australiano já instruiu a Lion Air para não usar nenhum dos exemplares do novo Boeing 737 até se saber qual o seu motivo. Questionado pelos jornalistas para especificar a natureza da avaria detetada no avião na viagem anterior ao acidente, o diretor executivo da empresa, Edward Sirait, recusou-se a revelar mais pormenores, mas garantiu que nenhum dos restantes aviões desse modelo teve esse problema técnico. 

O avião que ontem se despenhou foi entregue à companhia aérea em agosto e já tinha até ao momento cerca de 800 horas de voo, segundo a Lion Air. A empresa tinha anunciado em abril a compra de mais 50 exemplares para os próximos anos, afirmando-se como um dos principais compradores do modelo em todo o mundo. 

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