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Familiares obrigavam crianças a prostituírem-se

Familiares obrigavam crianças a prostituírem-se

Jornal i 24/10/2018 10:31

Familiares promoviam a prostituição das menores

A mãe, o padrasto e o avô de uma menor estão envolvidos numa rede de prostituição, da qual a adolescente era vítima.

O julgamento do caso, no Tribunal de Santarém, que chegou terça-feira ao fim com a leitura da sentença, envolve duas menores com 13 e 15 anos na altura dos crimes.

A mãe de uma das jovens foi condenada a uma pena de prisão efetiva de dois anos e meio de prisão por ter fechado os olhos a uma situação de abusos sexuais, o padrasto da adolescente, que mais crimes sofreu, terá de cumprir três anos e dez meses, e o avô foi condenado a quatro anos e oito meses.

Mas a arguida principal, acusada de crimes de lenocínio de menores, recebeu uma pena de nove anos de prisão, tendo ficado provado que recebia dinheiro a troco de facilitar encontros sexuais entre as duas menores e homens mais velhos. A mulher de 51 anos tentou ainda aliciar uma terceira adolescente para se prostituir, segundo o Correio da Manhã.

Um homem de 76 foi também condenado, tendo recebido a pena mais pesada: 12 anos por abuso sexual de criança e recurso à prostituição de menores, sendo que estes crimes foram cometidos sobre uma menina com uma deficiência cognitiva.

Todos os arguidos vivem em Coruche e têm ligações familiares ou de amizade entre si.

O tribunal considerou que todos agiram "com uma tremenda falta de valores morais e com total promiscuidade entre si", e que se aproveitaram da "carência económica e da ausência de suporte familiar" das vítimas. 

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