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Meghan Markle. A afro-americana que vai prolongar a linha de sucessão ao trono

Meghan Markle. A afro-americana que vai prolongar a linha de sucessão ao trono

AFP Sofia Martins Santos 16/10/2018 18:36

Cinco meses após o casamento do ano, a príncipe Harry e a duquesa de Sussex anunciaram que vão ser pais. Segundo o Palácio de Kensington, o bebé real vai nascer na primavera

Fortes rumores começaram por dar conta de uma quarta gravidez de Kate Middleton. Em setembro, a possibilidade de um novo bebé real estar a caminho ganhava cada vez mais força. E a verdade é que, ainda que não se saiba se a duquesa de Cambridge está realmente grávida, há um bebé a caminho. Meghan Markle e o príncipe Harry vão ser pais. 

A duquesa de Sussex está à espera do primeiro filho. A informação de que o sétimo bebé da linha de sucessão ao trono britânico estará a caminho foi ontem avançada pelo Palácio de Kensington. “Sua Alteza Real apreciou todo o apoio que recebeu de pessoas de todo o mundo desde o casamento em maio e está feliz por poder compartilhar esta feliz notícia com o público”, pode ler-se no comunicado. Cinco meses depois do casamento, Harry e Meghan esperam o primeiro filho, que nascerá na primavera. 

Na prática, a família real aumenta e prolonga-se a linha de sucessão ao trono britânico. O primogénito dos duques de Sussex será o sétimo nessa linha, depois de Carlos, príncipe de Gales, William e os seus três filhos e do próprio Harry, de 34 anos.

Fenómeno Markle vai aumentar? Já muitos conhecem o fenómeno Kate Middleton. Mas a este juntou-se um outro com que muitos não contavam: o fenómeno Meghan Markle, que começou desde que foi anunciado o noivado com o príncipe Harry. Começou na moda e espera-se que chegue a outras áreas. Todas as vezes que Kate esteve grávida aumentou a sua popularidade e é expetável que aconteça o mesmo com Markle. 

Ninguém esperava que o caminho feito por Meghan fosse possível, principalmente por causa das polémicas em que se viu envolvida. Mas foi. Além de ser divorciada, muito se falou do facto de uma afro--americana entrar para a corte de Isabel ii. A isto somou-se o facto de ser ex-atriz e ter uma família problemática. No entanto, a polémica não causou a queda de Meghan. Pelo contrário, ajudou e muito na popularidade, nomeadamente junto dos grupos menos conservadores.

Basta recordar que assim que começou a aparecer em público, Meghan conseguiu alcançar um estatuto no mundo da moda que muitos achavam pertencer apenas a Kate Middleton. Uma das carteiras que a norte-americana usou, da marca Strathberry, esgotou em tempo recorde. Mas se isto surpreende é porque a memória é curta. Quando a noiva de Harry usou um casaco branco, de 510 euros, para anunciar o enlace, aconteceu o mesmo. O sucesso foi tanto que a marca Line the Label decidiu dar o nome “Meghan” ao modelo. Mais exemplos? Um vestido cor de vinho, da marca Aritzia, de 156 euros, também ficou rapidamente indisponível depois de a norte-americana o ter escolhido para aparecer num evento apadrinhado por Harry. Meghan está a fazer tal sucesso que já conseguiu ultrapassar Kate Middleton num ranking anual de moda. Na lista “Year in Fashion 2017”, por exemplo, feita com base na análise de 100 milhões de buscas de 80 milhões de compradores em 120 países, Markle apareceu em quarto, Kate em quinto.

Em setembro de 2016, a duquesa de Cambridge foi considerada a personalidade do Reino Unido mais influente na área da moda. Um estudo publicado pela Rakuten Marketing mostrava que Kate Middleton conseguia, nessa altura, inspirar mais de 29% das mulheres quando o assunto era tendência de moda. Mas porquê tanto sucesso? De acordo com este estudo, o truque está no carinho que Kate Middleton conquistou e no facto de variar entre peças de roupa de alta-costura e marcas consideradas low-cost. É assim que consegue reforçar a proximidade com as mulheres de todo o mundo, principalmente as britânicas. Mas Markle não se deixou ficar na sombra e rapidamente começou a trilhar o caminho que ninguém achava possível. 

Popularidade e milhões à mistura Quando um bebé real nasce, é certo que a economia mexe. Basta ter memória para perceber que falamos de largos milhões. A par disto, a popularidade dos membros da família real tem tudo para aumentar. Olhando para o nascimento do primeiro filho de Kate e William, George, em 2013, pode dizer-se que o impacto chegou a ser superior ao que se esperava. Segundo o Centro de Pesquisa para o Retalho britânico, estimava-se que as lembranças e os produtos relacionados com o nascimento deste bebé real representassem mais de 180 milhões de euros, contribuindo para a recuperação económica. De acordo com este instituto de pesquisa, citado pela AFP, estavam previstos gastos de quase 100 milhões de euros em produtos e brinquedos com o selo ou relacionados com o bebé real, a que se somavam cerca de 80 milhões de euros em livros, DVD e outros produtos relacionados com o evento. Mas as contas estavam a ser feitas por baixo. Quando George nasceu, o mundo parou e a economia britânica conseguiu encaixar cerca de 318 milhões de euros com a venda de artigos relacionados com o primeiro filho de William e Kate. O mesmo aconteceu com o nascimento de Charlotte, em 2015. O efeito foi igual, ainda que com valores um pouco mais baixos: a venda de artigos relacionados com a princesa gerou 103 milhões de euros em receitas. 

Também as casas de apostas viram as receitas aumentar. Em todos os casos, o anúncio oficial de que estava mais um bebé real a caminho tinha apenas alguns dias e já se multiplicavam várias hipóteses quanto ao nome que lhe ia ser dado. 

A par de tudo isto, muitos especialistas garantem também que as notícias sobre gravidez no seio da família real agradam ao povo britânico e ajudam a aumentar a ideia de perfeição dos casais. Foi o que aconteceu com Kate Middleton e William. Quando Kate ficou grávida pela terceira vez, o filho mais velho de Diana e Carlos conseguiu transformar-se numa das figuras mais populares da monarquia. De acordo com uma pesquisa feita nessa altura, William passou mesmo a ser mais popular que a rainha de Inglaterra. A análise, elaborada pela ComRes para o jornal “The Independent”, foi feita com base em mais de duas mil entrevistas e mostrou que os membros da casa real são mais populares do que qualquer político do país. E era William quem liderava a lista de preferências do povo britânico nessa altura. 

Agora, com o novo bebé real a caminho e com o aumento da popularidade de Harry e Meghan, muitos se questionam sobre uma possível mudança de preferências. Será que, apesar de ser divorciada, ex-atriz e afro-americana, Meghan Markle vai conseguir ultrapassar a popularidade de Kate Middleton? Há quem acredite que sim. 
 

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