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Bola de Ouro. O irmão mais velho (e mais reputado) de The Best

Bola de Ouro. O irmão mais velho (e mais reputado) de The Best

AFP Bruno Venâncio 10/10/2018 10:19

O prémio da FIFA voou para Luka Modric, mas Cristiano Ronaldo mantém a esperança de conquistar o prestigiado troféu entregue pela “France Football”. A acontecer, será a primeira vez em 14 anos que haverá dois “melhores do mundo”

Muito foi já dito – e escrito – sobre The Best, prémio entregue pela FIFA para o melhor futebolista do mundo a cada ano e esta época atribuído a Luka Modric, numa decisão que causou enorme controvérsia, especialmente no que respeita aos fãs acérrimos de Cristiano Ronaldo. Nas próximas semanas, todavia, será outro prémio para o melhor futebolista do mundo a dominar as atenções: a Bola de Ouro da “France Football”, cujo vencedor será conhecido a 3 de dezembro.

Há quem faça confusão entre os dois troféus, e a verdade é que, entre 2010 e 2015, existia de facto apenas um: o FIFA Bola de Ouro, fruto de uma parceria celebrada entre o organismo que rege o futebol mundial e a prestigiada revista francesa, alargada a todos os futebolistas do globo. Até aí, a Bola de Ouro destinava--se apenas a futebolistas europeus – ou, a partir de 1995, a futebolistas de qualquer nacionalidade que alinhassem no futebol europeu. Alguns dos nomes maiores da história do futebol mundial, como Pelé ou Maradona, por exemplo, nunca foram elegíveis para conquistar o troféu devido à nacionalidade ou aos campeonatos onde alinhavam.

Em 2016, porém, voltaram a separar- -se. Até agora, tal não causou grande embaraço: nos dois anos que se seguiram, Cristiano Ronaldo conquistou ambos os troféus. Este ano, tudo pode ser diferente... ou então não, pois Modric lidera a corrida para a Bola de Ouro nas principais casas de apostas. Se tal cenário vier de facto a verificar-se, o médio croata do Real Madrid juntará esta distinção ao The Best entregue pela FIFA e será coroado em absoluto como o melhor do mundo em 2018.

Bola de Ouro tem mais história Um triunfo de qualquer outro jogador (com Ronaldo à cabeça) ditará uma situação poucas vezes vista desde que, em 1991, a FIFA instituiu a sua distinção: a existência de dois melhores do mundo diferentes num ano. É preciso recuar a 2004 para encontrar a última ocasião em que tal sucedeu: nesse ano, a FIFA atribuiu o galardão ao brasileiro Ronaldinho, que não havia conquistado qualquer troféu no Barcelona, enquanto a Bola de Ouro foi parar às mãos de Shevchenko, avançado ucraniano que se sagrou campeão europeu pelo AC Milan.

Em termos de prestígio, e apesar das várias tentativas de dinamização e renovação da imagem do troféu, pode dizer- -se que a FIFA ainda não conseguiu superar o prestígio do prémio entregue pela “France Football”. Também aqui, a idade é um posto: a Bola de Ouro é entregue desde 1956, tendo sido durante mais de 30 anos o único prémio para o melhor futebolista de cada época – e isso ainda conta muito em termos de credibilidade.

Além de Cristiano Ronaldo, outros dois portugueses conquistaram o galardão: Luís Figo, em 2000, e Eusébio, em 1965. O lendário futebolista inglês Stanley Matthews foi o primeiro a ser distinguido, com Ronaldo e Messi a liderar atualmente no número de vitórias: cinco para cada (quatro das quais na fase em que o troféu era atribuído em conjunto com a FIFA).

No que respeita ao prémio FIFA, Figo venceu no ano seguinte a conquistar a Bola de Ouro (2000) e Ronaldo, mais uma vez, somou cinco distinções – tantas quanto Messi.

messi a correr atrás As diferenças em cada prémio refletem-se também no modo de atribuição. Para The Best (que a partir deste ano passou a distinguir o melhor jogador da temporada, e não do ano civil, como acontecia até aqui), 25 por cento dos votos pertencem aos capitães das seleções de todo o mundo; outros 25 por cento cabem aos respetivos selecionadores; igual percentagem destina--se a jornalistas de todo o globo designados pela FIFA; e mais 25 por cento referem-se aos votos dos utilizadores do site da FIFA.

No que respeita à Bola de Ouro, o processo é bem mais simples: 193 jornalistas de diversas nacionalidades escolhem os cinco atletas que consideram ter-se destacado mais em cada ano civil, num ranking de primeiro a quinto lugar. O jogador que terminar com maior pontuação é galardoado com o prémio de melhor do ano. Nesta segunda-feira, a “France Football” anunciou a lista dos 30 finalistas. Sem grandes surpresas (eventualmente, Lewandowski, Busquets, Coutinho ou Toni Kroos serão os ausentes mais sonantes), tudo indica que o vencedor saia da “luta” entre Modric e Ronaldo, com Mbappé, Salah e Messi num patamar inferior. A 3 de dezembro serão dissipadas todas as dúvidas.

 

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