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‘The Best’. Modric coloca um ponto final ao reinado de CR7 e Messi

‘The Best’. Modric coloca um ponto final ao reinado de CR7 e Messi

Ben Stansall / AFP Laura Ramires 25/09/2018 10:16

Melhor Jogador do Mundo (FIFA), Melhor Jogador do Ano (UEFA) e Melhor Jogador do Mundial 2018: senhoras e senhores, Luka Modric 

A confirmação da ausência de Cristiano Ronaldo na gala desta segunda-feira, em Londres, funcionou quase como um anúncio antecipado do vencedor do prémio “The Best”, que acabou, momentos depois, por ser entregue ao candidato mais esperado, o croata Luka Modric.

O médio central foi ontem à noite eleito pela primeira vez como o Melhor Jogador do Mundo pela FIFA, sucedendo ao internacional português, vencedor por cinco vezes e um dos candidatos a votos nesta eleição, juntamente com o egípcio Mohamed Salah (Liverpool).

“Parabéns a Ronaldo e Salah pela grande época que tiveram e no futuro terão oportunidade de lutar por este troféu. Este galardão é também para os meus colegas do Real e da Croácia. É também para a minha família”, disse o croata após receber o grande troféu da noite das mãos de Gianni Infantino, presidente do organismo que rege o futebol a nível mundial.

Aos 33 anos, Modric atravessa atualmente o melhor momento da carreira. Antes do galardão arrecadado esta segunda-feira, o croata havia sido considerado, no passado mês de agosto, o Melhor Jogador do Ano para a UEFA, prémio em que também bateu a concorrência de CR7 (vencedor em 2014, 2016 e 2017). Tal como agora, a razão para destronar o astro português nos dois prémios individuais foram a conquista da Liga dos Campeões, pelo Real Madrid, mais o título de vice-campeão do mundo pela Croácia, em que, aliás, foi eleito o Melhor Jogador da competição. 

 

Ponto final ao reinado de Ronaldo e Messi

Com a conquista do prémio “The Best”, Modric colocou um ponto final ao domínio do português Cristiano Ronaldo e do argentino Lionel Messi, os dois jogadores que dividiram este troféu nos últimos 10 (!!!) anos, com o atual jogador da Juventus a arrecadar o galardão em 2008, 2013, 2014, 2016 e 2017, enquanto o futebolista do Barcelona foi distinguido entre 2009 e 2012 e, pela última vez, em 2015. Basicamente, até Modric conquistar ontem à noite este prémio, o último nome a figurar nesta lista antes dos dois extraterrestres do futebol atual, havia sido o brasileiro Kaká, vencedor em... 2007. De resto, a ausência do português e do argentino foram dos assuntos mais comentados da noite. Segundo o desportivo espanhol “Marca”, a ausência dos dois atletas é desprestigiante para a modalidade e, consequentemente, uma atitude reprovável. Embora muitos acreditem que a principal razão para CR7 não ter viajado para Londres tenha sido o facto de o futebolista saber de antemão que não ia vencer o prémio, à semelhança do que poderá ter acontecido na eleição para o Melhor Jogador do Ano para a UEFA, o avançado do emblema de Turim justificou a sua falta com o calendário italiano, já que a juventus tem encontro marcado na quarta-feira com o Bolonha. Recorde-se que o craque português também pediu ao selecionador Fernando Santos para ficar de fora dos convocados do conjunto português no jogo de estreia da Liga das Nações, e no particular de preparação para este encontro, para estar totalmente focado na sua nova equipa. Cristiano Ronaldo continua, aliás, a dizer que ainda está em processo de adaptação ao futebol italiano. 

 

Surpresa no Prémio Puskás

Se o croata era, à partida, o grande favorito ao troféu principal da noite, Cristiano Ronaldo era, por sua vez, considerado o forte candidato à vitória do Prémio Puskas, que elege o Melhor Golo do Ano. Além da bicicleta monumental do craque português frente à atual equipa (Juventus), nos quartos-de-final da Liga dos Campeões da temporada transata, também a trivela de Ricardo Quaresma, pela Seleção nacional em jogo frente ao Irão, no Mundial 2018, estava na corrida. Aos dois portugueses, juntava-se ainda o golo de antologia de Gareth Bale (Real Madrid) na final da Champions, conquistada pelos merengues, diante do Liverpool. Apesar dos poderosos candidatos a este prémio, o Melhor Golo do Ano de 2017/2018 da FIFA foi marcado por... Mohamed Salah, do Liverpool, frente ao Everton.

 “Espero ganhar outro troféu”, disse o egípcio, após receber o primeiro prémio atribuído na gala de ontem à noite, que reuniu 38% da votação. Apesar da confiança revelada no discurso, até o próprio egípcio, melhor marcador de sempre da Liga Inglesa (com os 32 golos que apontou na temporada transata) deve ter ficado surpreendido com esta eleição, sendo que, de resto, foi desde cedo visto como um “outsider” ao prémio gordo da noite, o “The Best”. 

Já o Melhor Treinador do Ano para a FIFA para a época 2017/2018 não criou burburinho. Em ano de Mundial, a ‘mistura’ de selecionadores e treinadores torna-se obrigatória e Didier Deschamps acabou por levar a melhor, sucedendo ao compatriota Zidane, distinguido em 2017 e um dos seus concorrentes nesta votação. O selecionador francês que encaminhou a França ao título Mundial, - 20 anos depois da seleção gaulesa ter conquistado o troféu pela última vez -, após bater a Croácia, de Zlatko Dalic, outro dos candidatos, no jogo derradeiro tornou-se a terceira figura a vencer um Mundial como jogador e treinador, juntando-se ao brasileiro Mario Zagallo e ao alemão Franz Beckenbauer.

Fora das quatro linhas, menção para os fãs do Perú, considerados os Adeptos do Ano pela FIFA. Foram cerca de 40 mil peruanos que estiveram na Rússia e a festa, em todas as cidades por onde andaram, não passou despercebida, depois de a seleção conseguir o apuramento para uma fase final de um Campeonato do Mundo 36 anos depois da última presença.

 

Marta volta a vencer

No plano feminino, a brasileira Marta foi eleita a Melhor Jogadora de futebol pela sexta vez. Depois do dominío absoluto entre 2006 e 2010, anos em que conquistou por cinco vezes consecutivas o troféu, aos 32 anos a atleta provou que ainda está ao mais alto nível.

Na temporada transata, a atleta conquistou a Copa América com a seleção brasileira, assegurando a classificação para o Mundial da França e também para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. A norueguesa Ada Hgerberg e a alemã Dzsenifer Marozsan, ambas jogadoras do Lyon, eram as adversárias na disputa.

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