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“Portugueses têm de escolher” entre aumento de salário e mais trabalhadores na FP

“Portugueses têm de escolher” entre aumento de salário e mais trabalhadores na FP

Diana Tinoco Jornal i 21/09/2018 22:37

Bagão Félix criticou a “política de aumento do volume da Função Pública” levada a cabo pelo governo

António Bagão Félix disse esta sexta-feira que os “portugueses têm de escolher” entre o aumento de salários ou a contratação de mais pessoas na Função Pública (FP).

Em declarações à Lusa, o ex-ministro do Trabalho e das Finanças defende que “por um lado é justíssimo reconhecer que a Função Pública, em regra, não tem tido aumentos salariais praticamente desde 2009”, o que significa que, “se fizermos as contas, qualquer coisa como 13% a 15% do poder de compra desapareceu”.

No entanto, Bagão Félix reforça que “não se pode ter tudo ao mesmo tempo”. “Acho que este Governo tem tido uma política de aumento do volume da Função Pública, do número de funcionários, que parece pouco adequada, até como reforma estrutural”, disse o ex-ministro centrista.

"Os portugueses em termos orçamentais têm que escolher: querem uma Função Pública mais qualificada, com maior grau de produtividade e mais eficiente, ou querem um aumento de volume, e isso tem o efeito de os salários não se poderem aumentar ou não poderem subir tanto por cada um dos funcionários?", questionou.

Bagão Félix deixou ainda críticas às condições como os precários estão a ser integrados, uma vez que estão a ser contratados os funcionários públicos. “A verdadeira reforma do Estado ao nível do seu aparelho é a requalificação, o que é que temos hoje e não é só com este Governo? É mais pessoal, mas uma média de requalificação mais baixa, porque entretanto as pessoas mais velhas vão para aposentação”, acrescentou.

"Pessoas mais novas precisam de experiência e a questão que hoje se coloca é a requalificação. Há uma grande descapitalização na qualificação da Administração Pública e esse é o objetivo fundamental", afirmou ainda o ex-ministro que defendeu que é preciso uma “melhoria das qualificações e objetivos bem focados e não ter o Ministério da Educação como refém dos sindicatos".

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