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Campeonato. Benfica, Braga e Paços vão cumprir um jogo à porta fechada

Campeonato. Benfica, Braga e Paços vão cumprir um jogo à porta fechada

António Pedro Santos Bruno Venâncio 11/09/2018 21:20

Castigos anunciados hoje pelo Conselho de Disciplina da FPF foram os mais baixos para a moldura penal prevista e ainda são passíveis de recurso: o processo pode demorar meses a ficar concluído

Mão pesada do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para Benfica, Braga e Paços de Ferreira... ou não tanto assim. Os dois clubes primodivisionários e o conjunto pacense, que na última temporada caiu para a II Liga, foram punidos com um jogo à porta fechada, devido a infrações dos seus adeptos ocorridas na época passada, mas ainda podem recorrer da decisão para o pleno do CD e, dessa forma, conseguir a suspensão imediata da pena até que o mesmo se pronuncie. Terão, ainda, a possibilidade de recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) e consequentemente interpor uma providência cautelar: se a mesma for aceite, o processo pode demorar alguns meses; caso contrário, a aplicação dos castigos será imediata.

Esta era, na verdade, a punição mais leve prevista para casos desta natureza. Na base do castigo estão três jogos da passada temporada: Braga-Sporting, da jornada 28 (31 de março, 1-0), Paços de Ferreira-Belenenses, da jornada 31 (21 de abril, 1-1) e Estoril-Benfica, no mesmo dia (1-2). A decisão do CD surge na sequência da instauração de processos disciplinares e depois de a Comissão de Instrutores (CI) da Liga ter analisado os mesmos. De acordo com as conclusões do CI, houve em todos os casos violações passíveis de punição com um jogo à porta fechada - um entendimento confirmado e efetivado pelo CD.

O castigo ao Benfica deve-se à reincidência no arremesso de objetos perigosos por parte dos seus adeptos para o relvado do Estádio António Coimbra da Mota (artigo 183.º do Regulamento de Disciplina). Em 2017/18, as águias já tinham sido multadas por problemas causados pelos seus adeptos nas deslocações a Tondela, Portimão e Paços de Ferreira. Este foi, de resto, o segundo castigo de um jogo à porta fechada no Estádio da Luz aplicado aos encarnados no espaço de duas semanas: a 31 de agosto, o Instituto Português da Juventude (IPDJ) já havia aplicado essa medida (bem como uma multa de 56250 euros) devido ao que considera ser o apoio do clube encarnado às suas claques ilegais - ou grupos organizados de adeptos: os No Name Boys e os Diabos Vermelhos.

O Benfica recorreu então para o Tribunal Criminal, conseguindo a suspensão da decisão do IPDJ. O próximo encontro do Benfica em casa para competições nacionais irá ocorrer já este domingo, com a receção ao Rio Ave para a Taça da Liga, seguindo-se depois o Aves no fim de semana seguinte para o campeonato - pelo meio há o jogo da Liga dos Campeões com o Bayern Munique.

As punições a Braga e Paços de Ferreira, por seu lado, deveram-se a violações no artigo 181.º do Regulamento de Disciplina (“agressões simples com reflexo no jogo por período igual ou inferior a 10 minutos”), que prevê uma sanção de um a dois jogos à porta fechada. Ao final da tarde de hoje, os bracarenses anunciaram a intenção de recorrer do castigo, entendendo que a decisão “fere o futebol no seu âmago, que são os adeptos e o direito de estes acederem aos espetáculos desportivos”. Até ao fecho desta edição, Benfica e Paços de Ferreira ainda não se tinham pronunciado sobre o tema.

Vieira quer consultar processo Esta é mais uma contrariedade para a SAD do Benfica, que não vai tendo mãos a medir nos últimos tempos para tantos processos judiciais com que se vai deparando - com especial destaque para o processo e-toupeira, onde a mesma é arguida e acusada de 30 crimes: um de corrupção ativa, outro de oferta ou recebimento indevido e 28 de falsidade informática.Hoje, a SIC revelava que Luís Filipe Vieira, líder do clube encarnado, foi autorizado a consultar os 11 volumes e apensos do processo onde o assessor jurídico das águias, Paulo Gonçalves, é acusado de 79 crimes.

No que se refere a questões estritamente desportivas, nota para Filip Krovinovic: o médio croata, ausente dos relvados desde 20 de janeiro, quando sofreu uma gravíssima lesão (rotura de ligamentos no joelho direito) num jogo com o Chaves, está muito perto da recuperação total. “Falta muito pouco e já fiz algumas coisas com a equipa nas últimas duas semanas, como passes a jogar como jóquer, por isso sinto-me muito bem. No dia 6 fez sete meses [que se lesionou], e passado tanto tempo é claro que há alguma ansiedade para voltar a treinar e jogar com a equipa. Senti-me bem psicologicamente, nas pernas e espero que em outubro já possa fazer alguns minutos. Sinto que o regresso está para breve porque quando estou em campo sinto-me muito bem. Não tenho a confiança a 100 por cento mas estou muito bem. O primeiro dia com a bola foi como se tivesse renascido, como se fosse o primeiro dia da minha carreira futebolística”, referiu Krovinovic ao canal de televisão do clube.

Entretanto, e num treino onde ainda esteve privado de oito jogadores que se encontram ao serviço das seleções, Rui Vitória chamou seis jovens das equipas B e Sub-23 aos trabalhos da equipa principal: o lateral-direito português João Ferreira, de 17 anos; o lateral-esquerdo holandês Frimpong, de 19; o médio-centro português Gonçalo Rodrigues, conhecido como Guga, de 21; o extremo-direito português Edi Semedo, de 19; e os avançados brasileiros Vinícius Ferreira (20) e Daniel dos Anjos (22).

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