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Sem Ronaldo e Raphael Guerreiro mas com Éder a indicar o caminho

Sem Ronaldo e Raphael Guerreiro mas com Éder a indicar o caminho

AFP Bruno Venâncio 10/09/2018 11:04

Portugal estreia-se hoje na Liga das Nações frente à Itália: no último confronto, em 2015, os homens de Fernando Santos venceram com golo do talismã do Euro 2016

Tem esta noite início, a partir das 19h45 no Estádio da Luz, a caminhada de Portugal na novíssima Liga das Nações da UEFA, uma prova pensada para aumentar as receitas dos encontros de seleções nos hiatos entre as grandes competições, ao mesmo tempo que se confere aos jogos “amigáveis” um cariz mais oficial. A prova arrancou na passada quinta-feira, e logo com um Alemanha-França no cardápio (ainda que o encontro entre a atual e a anterior campeãs mundiais tenha terminado com um sensaborão 0-0), e já teve, por exemplo, também um Inglaterra-Espanha, com nuestros hermanos, agora sob o comando de Luis Enrique, a vencer em Wembley por 2-1.

O próprio grupo de Portugal (grupo 3) contou já com um encontro: em Bolonha, Itália e Polónia empataram 1-1. E são precisamente os italianos a engalanar a estreia de Portugal nesta competição, num jogo onde, já se sabe, não haverá Cristiano Ronaldo, que pediu dispensa para se poder continuar a ambientar aos ares de Turim – mas também o polémico Balotelli, que teve de abandonar o encontro com os polacos aos 62 minutos devido a problemas musculares. No seu lugar deverá estar Belotti, avançado do Torino; já na seleção portuguesa, “muito poucas” serão as mudanças em relação ao conjunto que empatou 1-1 com a vice-campeã mundial Croácia no Algarve, de acordo com Fernando Santos. “Portugal fez um jogo bastante positivo frente à Croácia. Por isso, não esperem muitas alterações”, salientou na antevisão do encontro com a equipa transalpina, agora orientada por Roberto Mancini.

Itália falhou o Mundial de forma surpreendente, mas o selecionador português não se deixa iludir por tal facto. “A Itália, tal como a Croácia, é uma grande seleção. É um histórico e não é por não ter estado presente no último Mundial que deixa de o ser. Sabemos o seu valor, com a Polónia foi mais forte na segunda parte, mais pressionante e chegou ao empate. Tem essa vontade enorme de mostrar a sua valia depois de ter falhado o Mundial”, realçou Fernando Santos, destacando Jorginho, Insigne e Chiesa como elementos que permitem a Mancini integrar “características diferentes” no futebol da seleção italiana em comparação com o passado recente e anteviu ainda, em resposta a questões de jornalistas italianos, que Cristiano Ronaldo comece a marcar pela Juventus dentro de pouco tempo: “Esperem um bocadinho e vão ver os golos que ele vai marcar!”.

Além de Ronaldo, Portugal também não poderá contar com Raphael Guerreiro, que já havia falhado o encontro com a Croácia e foi ontem dispensado da concentração por problemas físicos – Fernando Santos decidiu não chamar mais ninguém para colmatar a ausência do lateral-esquerdo do Dortmund, pelo que Mário Rui deverá manter a titularidade frente à Itália. Se vencer, Portugal passa automaticamente para a frente do grupo 3 da Liga A, começando assim a desbravar caminho para a fase final, que terá lugar em junho do próximo ano e para a qual se apura unicamente o vencedor de cada grupo – o último classificado, por seu turno, desce para a liga inferior (no caso, a B), pelo que esse será claramente o lugar a evitar pelos comandados de Fernando Santos. O histórico com Itália não é o mais famoso (apenas cinco triunfos em 25 jogos), mas o último encontro sorriu de feição à equipa das Quinas: vitória por 1-0 a 16 de junho de 2015, com um golo de... Éder.

 

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