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Sporting. Um rosto para um novo ciclo

Sporting. Um rosto para um novo ciclo

Laura Ramires 08/09/2018 11:05

É hoje, 8 de setembro, que fica a conhecer-se o nome do sucessor de Bruno de Carvalho na presidência do emblema leonino. Há seis candidatos e nenhum vencedor antecipado.

Palpites. Só palpites, porque ninguém  consegue antecipar o vencedor. Nem as sondagens. Benedito, dizem uns, porque é o preferido das claques. Nada disso, o Varandas avançou primeiro e não perdeu a vantagem, asseguram outros. Tem de ser o Ricciardi, que é único que pode por ordem nas contas, asseguram outros (como Madeira rodrigues, que desistiu da candidatura a favor do banqueiro). Quase ninguém acredita que o vencedor não seja um destes três. Mas Dias Ferreira e Tavares Pereira vão às urnas e ninguém sabe como votarão os mais ferrenhos apoiantes do presidente cessante - que ainda são muitos.

A verdade é que, desde que a Comissão de Gestão e a Comissão de Fiscalização assumiram interinamente os comandos do Sporting, já passaram dois meses e meio. Sim, foi há precisamente 76 dias que Bruno de Carvalho tornou-se no primeiro presidente de sempre do clube a ser destituído pelos sócios em Assembleia Geral. E só agora, mais de dois meses depois, o leão vai conhecer, por fim, o seu 44.º presidente.

Com seis listas na corrida, estas eleições ficam desde logo marcadas por serem as mais concorridas de sempre da história do clube verde-e-branco, superando as cinco listas concorrentes em 2011.

Nas urnas - que abrem às 09:00h e encerram às 19:00h (sendo que os sócios que estiverem na fila até essa hora poderão sempre exercer o seu direito ao voto) -, os sócios (de um universo de 51.000  considerados aptos a votar), vão poder fazer a sua escolha entre o médico Frederico Varandas, o ex-atleta dos leões João Benedito, o banqueiro José Maria Ricciardi, os advogado Dias Ferreira e Rui Jorge Rego e o empresário Tavares Pereira.

 

Duas rejeições e uma desistência

Sublinhe-se que vão às urnas seis candidatos, mas chegarama ser anunciadas nove candidaturas, sendo que sete foram aceites e duas foram rejeitadas pela mesa da assembleia geral sportinguista - as do presidente cessante e sócio entretanto suspenso Bruno de Carvalho e do seu colega de direção e entretanto também suspenso Carlos Vieira.

Se Bruno de Carvalho nunca se conformou com a exclusão da corrida, continuando a impugná-la judicialmente,  Carlos Vieira veio a integrar a canidatura de Dias Ferreira.

Por seu lado, já nos últimos dias da campanha, Pedro Madeira Rodrigues anunciou a sua desistência da corrida, declarando o seu apoio ao banqueiro José Maria Ricciardi.

Para o candidato derrotado nas eleições de 2017 e, à época, único opositor de Bruno de Carvalho, a lista do banqueiro é a única que pode evitar o descalabro financeiro do clube de Alvalade.

 

Sondagens sem vencedor antecipado

De acordo com as sondagens publicadas nos últimos dias, estes três últimos terão muito poucas hipóteses de serem eleitos e o vencedor deverá sair do trio Benedito-Varandas-Ricciardi, sendo que os estudos da Intercampus apontam para um empate técnico entre os dois primeiros e um da Domg colocam Ricciardi no mesmo patamar.

Recorde-se, porém, que nenhum estudo deu a qualquer um dos candidatos uma percentagem de votação superior a pouco mais de 30%. O que demonstra bem o quão divididos parecem estar os sócios sportinguistas. Factor que ainda complica mais os prognósticos é que os estudos de opinião realizados nas imediações do Estádio de Alvalade em dias de jogo não tiveram acesso a determinados espaços, como as garagens do recinto, por onde passam, por exemplo, adeptos mais antigos e com direito a um maior número de votos.

Por outro lado, os estudos apresentados também revelam que os dois candidatos mais jovens (Benedito e Varandas) contam com maior apoio entre os adeptos mais novos (ou seja, com direito a menos votos) e os mais velhos (como Ricciardi e Dias Ferreira) t~em maior aceitação nas faixas etárias que lhes são mais próximas e, como assim, também com direito a mais votos.

Aliás, os sportinguistas recordam que, em 2011, Bruno de Carvalho liderava as sondagens mas o vencedor acabou por ser Godinho Lopes, que contou com os votos dos votantes com mais anos de sócios, ou seja, com direito a mais votos. 

 

Sem lugar a segunda volta

O certo é que, mesmo que seja por um voto, o próximo presidente do Sporting será conhecido no dia de hoje - ou na madrugada que se segue.

Os estatutos do clube não prevêem segunda volta entre os dois candidatos mais votados caso nenhum deles tenha maioria absoluta dos votos expressos em urna. Ou seja, o candidato que tiver mais votos (nem que seja mais um) será o vencedor e tomará posse como 44.º presidente do clube.

No início da campanha eleitoral, Dias Ferreira ainda chegou a propor um acordo extra-estatutário entre todos os candidatos para que aceitassem o recurso a uma segunda volta caso nenhum lograsse a maioria absoluta dos votos expressos na primeira votação. Mas a proposta não teve aceitação por nenhum dos seus concorrentes.

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