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Após “grande tragédia” no Brasil, museus portugueses são alertados para manutenção de sistemas de segurança

Após “grande tragédia” no Brasil, museus portugueses são alertados para manutenção de sistemas de segurança

Sara Matos Jornal i 04/09/2018 16:22

O presidente da Associação Portuguesa de Museologia veio pedir que os museus portugueses tomem toda a precaução necessária para serem evitados incêndios

Esta terça-feira, o presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), João Neto, lançou um apelo a todos os museus portugueses, para que sejam verificadas e feitas as manutenções dos sistemas de segurança, para prevenção de incêndios, como o que deflagrou no Brasil e destruiu o Museu Nacional do Brasil. Em declarações à Lusa, João Neto considerou "uma grande tragédia e uma perda irreparável" o que ocorreu este domingo no Rio de Janeiro, depois de terem ardido mais de 20 milhões de peças.

O presidente da associação afirma que a verificação e manutenção dos sistemas de segurança já é obrigatória, sublinhando que"os regulamentos existem, são de lei, mas o problema é saber se têm manutenção regular já que a falta de recursos é grande no setor".

Por isso, João Neto deixa um apelo: "em particular, devem ser verificados os sistemas em edifícios antigos, como é o caso do Museu Nacional do Traje e o Museu Nacional do Teatro, e que têm acervos altamente inflamáveis".

O Museu Nacional do Brasil, situado no palácio D. João VI, no Rio de Janeiro, foi criado por D. João VI, rei português. Entre as 20 milhões de peças ardidas estava o mais antigo fóssil humano encontrado na América do Sul, um meteoro e uma das bibliotecas de antropologia mais ricas do Brasil.

 

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