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Museu Nacional do Brasil. O que tinha o acervo consumido pelas chamas?

Museu Nacional do Brasil. O que tinha o acervo consumido pelas chamas?

AFP Photo Joana Marques Alves 03/09/2018 14:15

Tinha algumas das maiores coleções da América Latina

No passado dia 6 de agosto, o Museu Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, comemorou 200 anos de existência. Nem um mês depois, um incêndio destruiu o museu mais antigo daquele país, onde estavam guardadas mais de 20 milhões de peças, que compunham um dos maiores acervos de antropologia e história do Brasil.

Dos dinossauros às múmias egípcias, o Museu Nacional tinha objetos únicos. O vice-diretor do Museu Nacional, Dias Duarte, disse à Globo que “o arquivo de 200 anos virou pó”. Ainda é cedo para dizer o que realmente foi destruído pelas chamas e o que foi possível salvar, mas face à dimensão do incêndio as autoridades não alimentam grandes esperanças.

Mas que peças guardava o Museu Nacional do Brasil? A BBC fez uma lista com alguns dos principais artigos.

Luzia: era uma das principais peças do museu – é o fóssil humano mais antigo do Brasil. Foi encontrado em 1974 pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire. De acordo com a BBC, o fóssil teria 11.300 anos.

Maxakalisaurus topai: a sala dos dinossauros era uma das principais atrações do museu. Era nesta que o Maxakalisaurus topai, “o primeiro dinossauro de grande porte a ser montado no Brasil”, estava exibido, explica a BBC. Em 2017, após um ataque de térmitas, o dinossauro foi desmontado e arrumado em caixas, voltando a ver a luz do dia no passado mês de julho. Recorde-se que o museu tem umas das mais importantes coleções paleontológicas da América Latina.

Meteorito Bendegó: este pode ser um dos poucos artigos do museu que poderá ter resistido às chamas, pois trata-se de um objeto metálico pesado – tem mais de 5200 quilos. O meteorito foi encontrado na Bahia, em 1794, estando na instituição desde 1888.  

Caixão de Sha Amun en su: o Museu Nacional do Brasil tem a coleção egípcia maior e mais antiga do continente. Este caixão é uma das principais atrações: trata-se de um presente que D. Pedro II recebeu, em 1876, aquando da sua segunda visita ao Egito, relata a BBC.

Trono de Daomé: este era o trono do rei africano do Daomé (atual Benim) Adandozan (1718-1818).

Coleção de arqueologia clássica: é composta por 750 peças das civilizações grega, romana e etrusca, diz a BBC. É a maior coleção do género na América Latina.

Civilizações ameríndias: a coleção tem cerca de 1800 artefactos da civilização ameríndia da era pré-colombiana (antes da viagem de Cristóvão Colombo).

O incêndio deflagrou dias antes do Dia da Independência do Brasil, que se assinala a 7 de setembro. O museu tinha preparado conferências para este dia sobre a Maria Leopoldina, a princesa regente que assinou a declaração de independência. 

Para saber mais sobre o museu, clique aqui

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