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Alojamento local. Oferta dispara e conta com quase 73 mil unidades

Alojamento local. Oferta dispara e conta com quase 73 mil unidades

Mafalda Gomes Sónia Peres Pinto 03/09/2018 12:29

Lisboa e Porto representam 30% do total da oferta do país, enquanto Faro pesa 40%. Associação diz que todos os dias surgem novas unidades 

O turismo continua a dar cartas em Portugal e a contribuir para o aumento de outras atividades económicas. Um dos casos mais representativos é o setor do alojamento de local. O número de unidades registadas no mercado nacional continua a crescer e mais de 70% da oferta está situada fora das cidades de Lisboa e do Porto, sendo o distrito de Faro aquele que tem mais unidades registadas. 

Os dados foram revelados pela Associação do Alojamento Local e diz que em Portugal (ALEP), no continente e na Madeira há cerca de 72500 unidades de alojamento local - correspondentes a mais de 168 mil quartos contra os cerca de 14 mil registos em 2014.

De acordo com os mesmos dados, Lisboa e Porto representam em conjunto quase 29% do total da oferta. Fora das duas cidades concentram-se, nesta análise, cerca de 71% das unidades, em que só o distrito de Faro concentra cerca de 40% dessa oferta. A estas é preciso somar as dos Açores que contam com um sistema de registo próprio. Segundo o governo Regional, havia no final de agosto mais de duas mil unidades.

Em relação ao continente e à Madeira, a associação do setor diz que esta atividade “é essencialmente um fenómeno das zonas de veraneio”.

Em termos de tipologia das unidades, indica a ALEP, o apartamento (66%) e a moradia (27,1%) são os mais comuns, seguindo-se os estabelecimentos de hospedagem (6%) e o hostel (0,9%).

Os dados apontam para o facto de desde o início deste ano mais de 180 freguesias terem recebido pela primeira vez um registo de alojamento local, o que, segundo a associação, significa que existe uma nova freguesia por dia a acolher uma unidade, “a maioria” no interior do país.

A ALEP refere que, “ainda não exista um levantamento nacional”, perspetiva-se que sejam cerca de 33 mil as famílias a depender do alojamento local para o seu sustento e sete mil microempresas a operar nesta atividade. “Muitos dos titulares de alojamento local perderam o emprego durante a crise, sendo que uma grande parcela destes já estava numa idade madura, na qual as portas do mercado de trabalho se fecham”, salienta. 

 

Receitas atingem recordes

Só no ano passado, Portugal registou 17 mil milhões de dólares (cerca de 15 mil milhões de euros) de receitas turísticas, alcançando o quarto lugar entre os países do sul da Europa, destronando assim a Grécia que, nos últimos anos, tem ocupado esse lugar.

De acordo com os últimos dados da Organização Mundial de Turismo, a Grécia obteve cerca de 16,5 mil milhões de dólares, ou seja, menos quase 600 milhões do que o nosso país. 

Espanha lidera esta tabela ao registar 68 mil milhões de dólares em proveitos, no ano passado, à frente de Itália (com 44 mil milhões) e da Turquia (com 22 mil milhões). Os espanhóis também se destacam na entrada de turistas no país.

De acordo com a OMT, Portugal teve em 2017 uma quota de mercado de 3,3% no turismo europeu, tendo também alcançado uma das taxas de crescimento mais elevadas nas receitas. O aumento em 2017 foi de 22%, um crescimento só superado por quatro países na Europa: Islândia (26,3%), Geórgia (27%), Moldávia (28,4%) e Roménia (45,4%).

No primeiro semestre do ano, as receitas da atividade turística em Portugal totalizaram perto de 7 mil milhões de euros, um aumento de quase 14% em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com os dados divulgados em agosto pelo Banco de Portugal. Este é um reflexo do aumento dos preços praticados pelo turismo. 

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