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Cidades do Porto e Lisboa somam quase 30% do alojamento local

Cidades do Porto e Lisboa somam quase 30% do alojamento local

Mafalda Gomes Jornal i 03/09/2018 10:11

Faro é o distrito com o maior número de registos de alojamento local

Os dados da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) concluem que mais de 70% do alojamento local do país se situa fora das cidades de Lisboa e Porto. Faro é o distrito com mais unidades registadas.

Faro atinge o primeiro lugar com uma concentração de 40% de oferta de alojamento local, seguido do distrito de Lisboa, com 25,7% e do Porto com 11,5%. Só a cidade de Lisboa tem 19,7% das unidades registadas, enquanto a Invicta atinge os 8,98%, no total de cerca de 29%.

O distrito de Leiria chega em terceiro com 4,6%, seguido da ilha da Madeira com 3,9% e de Setúbal com 3,7%.

No total – continente e Madeira – existem cerca de 72.500 unidades de alojamento local até o início de agosto, o que corresponde a mais de 168 mil quartos disponíveis. Desde 2014 o número tem subido significativamente uma vez que há quatro anos havia cerca de 14 mil registos de alojamento local. Já no arquipélago dos Açores, que tem um sistema de registo próprio, a 24 de agosto existiam cerca de 2 mil unidades.

A maioria das unidades registadas têm a categoria geográfica de “destinos de praia veraneio e ilhas”, num total de 61%, tendo 10% sido registadas como “interior e outras cidades”.

A ALEP identifica a tipologia apartamento como a mais frequente, com 66%, seguida da moradia, com 27,1%.

O aumento do número de unidades pode justificar-se com o facto de, este ano, mais de 180 freguesias terem recebido pela primeira vez um registo de alojamento local. Em média, existe uma nova freguesia por dia a acolher uma unidade, sendo “a maioria” localizada no interior do país, explica a ALEP.

Este levantamento nacional prevê que haja cerca de 33 mil famílias a depender do alojamento local para o seu sustento, assim como 7 mil microempresas a operar na área. “Muitos dos titulares de alojamento local perderam o emprego durante a crise, sendo que uma grande parcela destes já estava numa idade madura, na qual as portas do mercado de trabalho se fecham”, acrescenta a associação

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