22/9/18
 
 
Presidente da Câmara de Pedrogão avança com queixa-crime contra a TVI

Presidente da Câmara de Pedrogão avança com queixa-crime contra a TVI

Mafalda Gomes Ana Petronilho 24/08/2018 18:09

Revista Visão denunciou em julho casos suspeitos de um alegado esquema de desvio de donativos para a reconstrução das 265 casas de primeira habitação que foram destruídas pelo incêndio do ano passado. Esta semana a TVI insistiu no assunto

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, pediu ao Ministério Público para averiguar as denúncias divulgadas na reportagem da TVI sobre um alegado esquema de desvio de fundos e de donativos na reconstrução das casas ardidas durante o incêndio do ano passado. Além disso, o autarca diz que vai apresentar queixa-crima contra a jornalista Ana Leal e todos os responsáveis editoriais da estação de Queluz de Baixo.

Um dia depois da exibição da reportagem, Valdemar Alves enviou um comunicado às redações onde se lê que "face à gravidade das denúncias veiculadas na reportagem transmitida pela estação de televisão TVI em 22 de agosto [quarta-feira], denominada 'Repórter TVI – Compadrio'" e às "imputações graves e difamatórias" ao presidente e vice-presidente da câmara e a alguns funcionários, foi pedido ao Ministério Público uma "apreciação” de “todas as denúncias que foram ali tratadas".

Com esta iniciativa, Valdemar Alves acredita que será "averiguada a existência ou não de ilícitos criminais".

O comunicado refere ainda que o autarca vai “participar criminalmente contra a jornalista e todos os responsáveis editoriais” da TVI por causa das “imputações difamatórias que são feitas a título perentório e parcial, e sem respeito pela presunção de inocência".

Já em julho a Visão publicou uma reportagem a denunciar vários casos suspeitos de desvio de fundos e de donativos para a reabilitação de casas. Em causa estão obras em casas que não eram consideradas prioritárias (de segunda habitação), a reabilitação de imóveis que nem arderam, a reconstrução de casas que nem eram habitadas há largos anos. O alegado esquema passou pela alteração da morada fiscal para a morada das casas que foram reconstruídas, passando assim a serem consideradas como primeira habitação.

Esta semana a TVI insistiu no assunto e divulgou uma reportagem com os casos suspeitos, revelando que, um ano após o incêndio, há casas de primeira habitação de idosos cujas obras ainda não terminaram.

De acordo com as contas da Visão, terão sido gastos meio milhão de euros em casas que não são de primeira habitação (prioritárias).

Em outubro de 2017, Valdemar Alves foi eleito presidente da câmara de Pedrógão pelo PS que recusa comentar o caso dizendo apenas ao SOL “o caso está entregue à justiça” e que aguarda “pela conclusão das investigações”.  

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×