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Hospital de São João. Frei Fernando Ventura envia carta aberta a Centeno a criticar adiamento de obras no Joãozinho

Hospital de São João. Frei Fernando Ventura envia carta aberta a Centeno a criticar adiamento de obras no Joãozinho

Jornal i 24/08/2018 17:52

Obras que estavam previstas para julho voltaram a ser adiadas e vão ser entregues a uma ‘comissão de estudo’, denuncia o religioso

As obras do hospital pediátrico do Hospital São João, no Porto, voltaram a ser adiadas, mesmo depois do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, ter anunciado que a intervenção começaria em julho deste ano.

A notícia enfureceu Frei Fernando Ventura – o pároco que está a substituir o capelão do IPO do Porto durante as férias – que não resistiu a escrever uma carta aberta ao ministro das Finanças, Mário Centeno.

“Hoje [sexta-feira], no IPO Porto fiquei a saber, tal como o resto do país, que as obras prometidas, validadas, avaliadas, previstas, orçamentadas e aprovadas há anos para o serviço de pediatria oncológica do Hospital de S. João, ali ao lado do IPO, foram mais uma vez adiadas... pior do que isso, foram entregues a uma "comissão de estudo"”, escreveu o religioso. Alguém disse um dia, "se queres fazer alguma coisa faz; se não quiseres fazer, nomeia uma comissão...", criticou.

No entanto a mensagem mais forte veio no fim quando Frei Fernando Ventura acusa Mário Centeno de ignorar as crianças porque elas não contam como votos nas eleições: “As crianças da oncologia do HSJ ainda não votam, nem fazem greves, nem paralisam escolas, nem hospitais, nem serviços públicos, mas não estão sozinhas. Acredite que não estão. Desejo-lhe um bom regresso ao trabalho”, escreveu na suas redes sociais.

Ao Diário de Notícias, Frei Fernando Ventura considera “uma vergonha uma sociedade que não cuida das suas crianças e dos seus velhos. As franjas não produtivas da sociedade são esquecidas e isso é uma atitude terceiro mundista”. Para além disso, o pároco acusa o ministro de “empurrar com a barriga o assunto” e enaltece os pais que “não se calam e muito bem. Sobretudo quando há promessas atrás de promessas. São uns canalhas, quem quer que seja que se atreva a brincar com crianças com cancro”.

 

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