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Espanha. Barcelona-Real Madrid nos Estados Unidos "é inviável"

Espanha. Barcelona-Real Madrid nos Estados Unidos "é inviável"

Bruno Venâncio 23/08/2018 17:18

Javier Tebas, presidente da liga espanhola, celebrou na passada semana um acordo com uma multinacional norte-americana para ali disputar um jogo por época nos próximos 15 anos. Capitães estão contra: "É uma falta de respeito"

Javier Tebas, presidente da liga espanhola, admitiu ser “logicamente inviável” realizar um clássico entre Real Madrid e Barcelona nos Estados Unidos, apesar de na semana passada ter celebrado um acordo com a Relevent, uma multinacional de média, desporto e entretenimento americana para ali disputar um jogo por época nos próximos 15 anos.

Em entrevista ao jornal "El Mundo", o dirigente reafirmou, ainda assim, a medida tomada, justificando-a com a necessidade de internacionalizar a prova e atrair patrocinadores para os clubes. "Subimos 8 ou 9 por cento nos próximos quatro anos [nos valores dos direitos internacionais]. O objetivo não é exclusivamente esse, mas sim aumentar os patrocinadores internacionais das nossas equipas", salientou.

Esta quarta-feira, porém, capitães de praticamente todas as equipas da liga espanhola - entre os quais Sergio Ramos e Nacho, do Real Madrid, e Sergio Busquets e Sergi Roberto, do Barcelona - estiveram reunidos com o presidente da Associação de Futebolistas Espanhóis, David Aganzo, e mostraram-se "unanimemente contra" o acordo celebrado por Javier Tebas. "Estas ações unilaterais da direção da Liga surpreendem e não acontecem pela primeira vez. Estamos cansados. Pensamos que o futebol tem outros valores, como adeptos, sentimento, camadas jovens e estamos a acostumarmo-nos a ver o futebol negócio. É uma falta de respeito, os capitães estão indignados", ressalvou Aganzo, antigo jogador do Real Madrid, completando: "Ninguém se importa com os adeptos: para nós, futebolistas, isso é claro. Digo a Javier Tebas que se coloque na pele do futebolista, que pense na própria saúde e nos adeptos. Não faz sentido que o Sevilha tenha de ir aos Estados Unidos. Estamos a falar de um acordo com uma vigência de 15 anos e sem consultar ninguém."

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