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O Sol da Caparica espera aquecer 75 mil pessoas até domingo

O Sol da Caparica espera aquecer 75 mil pessoas até domingo

Jornal i 16/08/2018 18:45

Começou ontem e os passes de quatro dias tanto como os bilhetes para amanhã estão esgotados. A 5ª edição do festival prova assim o sucesso da aposta na música lusófona

A Costa da Caparica sempre suou um pouco debaixo do sol na hora de desdobrar as suas dignidades tentando não ficar-se pela carteirinha dos postais, o arremedo de aventuras simples de quem cruza a ponte, e vem para férias, ou só uma ideiao mais que se pode dizer é que “naufraga algures com todo o seu peso diáfano de praias”. Mas de há cinco anos a esta parte, pegou no sol que a anima e fez dele a sua bandeira, criando em sua roda um festival que não precisou de fabricar diferenças nem vincar conceitos para se tornar um evento rentável dedicado à música lusófona. 
Arrancou hoje a 5ª edição d’O Sol da Caparica, que se prolongará até domingo, e que, sem dispensar o chavão da diversidade, apresenta um sólido cartaz que “percorre a distância considerável entre o fado e o rock, a kizomba e o r&’, a canção de recorte clássico e o hip-hop”, com o intuito de fazer deste um festival  “mesmo para todos”, como sublinha a organização.

O que é notável, como o diretor artístico do festival António Miguel Guimarães fez questão de realçar, é que O Sol da Caparica tem sido capaz de crescer de forma consistente, e, este ano, mesmo com um aumento dos preços das entradas – 37 euros para o passe e 17 euros para o bilhete diário –, o público aderiu, e a organização espera receber 75 mil pessoas até domingo no parque urbano da Costa da Caparica, em Almada.

Tendo contado nas sucessivas edições do evento com 180 grupos e artistas de todos os quadrantes da lusofonia, o diretor artístico mostra orgulho numa aposta ganha e que, este ano, ganha uma nova estrutura permanente: o Anfiteatro, que irá acolher espetáculos ao longo de todo o festival. Nos primeiros três dias, sempre às 17h30, será dada “voz aos poetas”, com o Poetry Ensemble, projeto satélite da Lisbon Poetry Orchestra. Por este palco irão passar ainda Monstra, Tim Tim por Tim Tum, Trio de Percussão, Drumming, Mimos e PorBatuka.

Um dos aspectos que tem marcado a diferença deste festival, é a opção da organização de não divulgar os horários das atuações dos grupos e artistas, como sucedeu em anos anteriores. Assim, os visitantes sabem apenas que as portas do recinto abrem às 16h, que os concertos começam uma hora depois, e que o programa é pensado como um todo, e não como um mero buffet.

Depois de hoje Jorge de Palma ter estado em destaque, juntamente com os Peste & Sida, autores da canção que deu o nome ao festival, amanhã, irão atuar Frankie Chavez, UHF, GNR, Miguel Araújo, Djodje, Moullinex e uma “embaixada do ‘hip-hop nacional’”, composta por Piruka, Jimmy P, Bispo, Deau e os Wet Bed Gang. Já este sábado, além de contar com bandas como Expensive Soul ou Amor Electro, e artistas como Sara Tavares, Rodrigo Leão e Ana Bacalhau, incluirá ainda uma homenagem à cantora Cesária Évora, que morreu em 2001. Lucibela, Lura, Nancy Vieira, Élida Almeida ou Teófilo Chantre darão voz aos maiores clássicos da Diva Descalça. E para o último dia, o festival tem “encontro marcado com o futuro”, com um cartaz dedicado às crianças.

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