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Roteiro. Bem-vindos ao MNAA, por Monica Bellucci

Roteiro. Bem-vindos ao MNAA, por Monica Bellucci

Tiziana Fabi / AFP Mariana Madrinha 15/08/2018 12:24

Entre as obras escolhidas pela atriz italiana, que reside em Lisboa há dois anos, está o quadro “Adoração dos Magos”, de Domingos Sequeira, que o MNAA adquiriu após uma campanha de crowdfunding

A presença discreta de Monica Bellucci em Lisboa tem, este mês de agosto, uma janela para os gostos da icónica atriz italiana - pelo menos no que à arte diz respeito. O Museu Nacional de Arte Antiga convidou Bellucci, que mora em Lisboa há dois anos, a criar o seu próprio roteiro, escolhendo 12 peças da coleção. O repto foi lançado no âmbito do ciclo “MNAA 12 Escolhas”, que se iniciou em maio com Marcelo Rebelo de Sousa.

“As peças que escolhi encarnam, simbolicamente, a herança clássica à qual pertenço e os meus ideais de convivência e de aprofundamento de relações com todos os seres vivos aqui representados pelo amor maternal, pela introspeção espiritual, pela partilha, diálogo e beleza natural. Não poderia ter deixado de lado os notáveis azulejos, símbolo do meu caro amor por Portugal e pela sua cultura”, explica a atriz no desdobrável distribuído no museu e que dá conta das suas escolhas. “É para mim uma honra participar neste projeto especial, uma oportunidade para me expressar através de obras-primas, tanto de artistas conhecidos como de desconhecidos, que enriquecem as coleções do museu.”

Entre as peças escolhidas por Monica Bellucci, contava o “Diário de Notícias”, estão dois óleos de Domingos Sequeira, a “Adoração dos Magos” (1826) [o quadro adquirido pelo museu após uma campanha de crowdfunding intitulada “Vamos pôr o Sequeira no Lugar Certo”] e “Coroação da Virgem” (1830), uma tapeçaria iraniana em pelo de lã representando árvores e animais, de autor desconhecido (segunda metade do séc. xvi), um ornamentado centro de mesa em prata de Thomas Germain e François-Thomas Germain (França, primeiro quartel do séc. xvi), um painel de azulejos (de Alfiz, Síria, Damasco, 1570-1580), o Presépio do Convento de Nossa Senhora das Necessidades (da autoria de um clérigo desconhecido, datado por volta de 1775-1800) ou ainda “Conversação”, um óleo sobre tela do holandês Pieter de Hooch (1663-1665). 

As peças, espalhadas por diferente salas do museu, estão devidamente assinaladas. Nos dias 30 de agosto (às 15h30) e 2 de setembro (11h30), o museu organiza duas visitas guiadas ao roteiro de Bellucci.

 

Uma soma de 12

7O ciclo “MNAA 12 Escolhas”, em que os convidados têm “ inteira liberdade” para definir “um ‘roteiro’ de afinidades subjetivas”, explica o museu no separador dedicado ao programa, teve início em maio com o Presidente da República, mas Marcelo Rebelo de Sousa será o único português convidado. “Ao longo de 12 meses, os percursos sugeridos serão propostos aos visitantes do Museu num desdobrável gratuito que inclui um pequeno texto do autor explicando as razões das suas escolhas”, refere ainda o museu, que diz que os convites recaíram sobre as “escolhas de estrangeiros com ligações a Portugal ou a viver no país”. 

Prova disso foram os dois roteiros seguintes: em junho, o roteiro foi elaborado pelo príncipe Aga Khan e, em julho, pelo empresário brasileiro André Jordan. Quem sabe se, nos próximos meses, a moradora mais famosa do Palácio do Ramalhete, ali a dois passos (Madonna, quem mais?), faz uma vistoria ao acervo dos vizinhos. 

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