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Gravidas transferidas do hospital Amadora-Sintra por falta de especialistas nas urgências

Gravidas transferidas do hospital Amadora-Sintra por falta de especialistas nas urgências

Shutterstock Jornal i 07/08/2018 17:26

A denúncia é feita pela Ordem dos Médicos que considera que "o limite está a ser ultrapassado"

A Ordem dos Médicos denunciou que várias grávidas que se dirigem às urgências do hospital Amadora-Sintra são transferidas para outros hospitais, por não haver o número mínimo de profissionais exigido por equipas.

“No mês julho, dos 62 períodos de urgência, 20 não tiveram sequer a equipa mínima que é recomendada pelo colégio de especialistas, o que significa que, nalguns casos, a situação é dramática”, disse o bastonário Miguel Guimarães depois de visitar o Hospital Fernando Fonseca na Amadora.

Pegando no exemplo do dia 14 de julho, Miguel Guimarães denunciou que o serviço de urgência na área de ginecologia e obstetrícia esteve a ser assegurado por uma especialista, uma jovem interna e um médico de clínica geral. “Não é possível num hospital que serva uma população de quase 600 mil habitantes, que tem uma atividade do serviço de urgência enorme, ter uma equipa abaixo dos mínimos”, reforçou.

Uma das chefes de equipa de ginecologia e obstetrícia, a médica Teresa Matos, denunciou a transferência de grávidas para outros hospitais devido à falta de profissionais em todas as situações em que o serviço esteve a funcionar.

Os médicos do serviço estão “à espera de ver quais são as respostas, as soluções” que vão ser apresentadas pelo governo para saber se vão avançar com pedidos de demissão, à semelhança do que aconteceu noutros hospitais.

Para Miguel Guilherme pediu “com urgência” mais cinco especialistas para o hospital Amadora-Sintra. “É uma emergência mesmo, porque, caso contrário, pode acontecer que a equipa de obstetrícia e ginecologia não possa funcionar em determinados dias”, justificou.

O bastonário considera que a responsabilidade “por aquilo que está a acontecer” são os políticos e “não os médicos” que “dão o máximo no sentido do dever e de defender a causa pública” chegando mesmo a dizer que “o limite está a ser ultrapassado”.

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