23/9/18
 
 
Vítor Rainho 06/08/2018
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

Água quente nas torneiras e falta de gelo. Uma semana invulgar

Até agora, parece que o IPMA acertou...

Abrir a torneira e sair água quente apesar de o esquentador estar desligado não é muito normal em Lisboa, mas é o que tem acontecido nos últimos dias; abre-se a despensa e os alimentos parece que passaram pelo fogão, tal a temperatura que apresentam; as batatas compradas há meia dúzia de dias decompõem-se a uma velocidade impressionante; nas bombas de gasolina não há sacos de gelo pois estão esgotados; a corrida às lojas que vendem ventoinhas é impressionante; os fornecedores de aparelhos de ar condicionado não têm mãos a medir; na CP diminuem-se os lugares por carruagem para o ar ser respirável e as pessoas não desmaiarem; e é a isto que vamos ter de nos habituar nos próximos anos. 

Como é mais ou menos conhecido, as nossas casas, regra geral, não estão construídas para lidarmos bem com o frio ou com o calor e será inevitável termos outro comportamento para não termos surpresas desagradáveis, desde a preservação dos alimentos até ao nosso bem-estar. Segundo boa parte dos especialistas em questões ambientais, as alterações climatéricas vão ser uma realidade nos próximos anos e só nos resta tirar ilações dos avanços dos cientistas que se dedicam a estas matérias. Ainda há dias assistia na televisão a uma corrida de Fórmula 1 e fiquei impressionado com a precisão com que os tais especialistas deram informações às equipas em prova: que só iria chover numa das curvas do circuito, dando dessa forma possibilidade aos corredores de escolherem um tipo de pneus diferente. É certo que durante a prova até houve mais uma zona onde choveu, mas a maior parte da água caiu na tal curva seis.

Se há uma semana tivesse ligado aos avisos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) não teria tido falta de gelo, teria comprado uma ventoinha e colocado mais alimentos no frigorífico, à semelhança de muitas outras pessoas. Mas segui, aqui no jornal, o que dizia o IPMA e não escrevemos que o recorde de temperatura registado em Portugal seria batido nesta vaga de calor: os tais 47,4o da Amareleja em 2003, ao contrário do que diziam muitos sites. Até agora, parece que o IPMA acertou...

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