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Brasil. Lula é mesmo o candidato do PT às presidenciais de outubro

Brasil. Lula é mesmo o candidato do PT às presidenciais de outubro

MAURO PIMENTEL/AFP 05/08/2018 22:26

Termina hoje o prazo para a oficialização das candidaturas à presidência do Brasil e entre os 14 candidatos figura o nome do ex-presidente

Luiz Inácio Lula da Silva, atualmente detido, condenado por corrupção, mas ainda à espera de esgotar os recursos judiciais.

A convenção nacional do PT escolheu por aclamação no sábado o nome do ex-chefe de Estado, apesar de este estar detido desde 7 de abril a cumprir uma pena de 12 anos e um dia no âmbito da Operação Lava Jato, devido ao caso de um apartamento de luxo, que alegadamente lhe terá sido dado como forma de pagamento por favores pela construtora OAS.

“Viemos aqui para votar no nosso candidato presidente, Lula. Esse é um momento histórico. Lula é o nosso candidato a presidente da República”, afirmou a senadora Gleisi Hoffman durante a convenção que decorreu no centro de São Paulo.

Numa mensagem escrita enviada desde a prisão, e lida durante a convenção pelo ator Sérgio Mamberti, Lula afirmou: “Sei que estou presente em cada um de vocês”, antes de referir que “hoje a nossa democracia está ameaçada” e que “querem fazer uma eleição presidencial de cartas marcadas”.

Para o ex-chefe de Estado, querem “excluir um nome que está à frente na preferência do eleitorado em todas as pesquisas. Já derrubaram uma presidenta eleita. Agora querem vetar o direito do povo de escolher livremente o próximo presidente”.

Nem a senadora, nem o PT avançaram com o nome do candidato a vice que acompanhará Lula na dupla que o partido apresentará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).De acordo com a legislação eleitoral, a lista completa de candidaturas, com vices, alianças e coligações têm de ser oficializadas durante o dia de hoje.

De acordo com a Lei da Ficha Limpa, que o próprio Lula sancionou em 2010, o ex-presidente seria inelegível para concorrer à presidência por ter sido condenado a uma pena de prisão em segunda instância. No entanto, caberá ao TSE interpretar se o facto de nem todos os recursos de segunda instância estarem esgotados permitirá que Lula possa concorrer.

Decisão a 15 de agosto O TSE tem até 15 de agosto para se pronunciar em relação à candidatura do ex-presidente e de todos os outros 13 candidatos à presidência do Brasil. O último a entrar na corrida foi João Goulart Filho, filho do antigo presidente da República, deposto pelo golpe militar de 1964, que será candidato pelo Partido Pátria Livre, e é acompanhado pelo professor universitário Léo Alves, como candidato a vice.

Entre os outros candidatos, está Jair Bolsonaro, um ex-militar de extrema-direita que defende uma política musculada de combate ao crime e elogia a ditadura militar que derrubou Goulart em 1964 e o terá mandado assassinar em 1974, em Corrientes, na Argentina. Bolsonaro surge em segundo em todas as sondagens que contabilizam Lula e em primeiro sempre que o nome do ex-líder do PT não é incluído.

O senador Álvaro Dias, que prometeu transformar o juiz federal Sérgio Moro (que lidera a Operação Lava Jato) em ministro da Justiça se for eleito, é outro candidato, bem como o deputado Cabo Daciolo.

Entre os mais conhecidos, está Ciro Gomes que já concorreu por duas vezes (em 1998 e 2002), Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo,  Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda de Michel Temer, e a senadora Marina Silva, que chegou a ser ministra de Lula e já foi candidata à presidência em 2010 e 2014.

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