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PS diz que Governo deve atuar caso se confirme violação dos direitos dos trabalhadores da Ryanair

PS diz que Governo deve atuar caso se confirme violação dos direitos dos trabalhadores da Ryanair

Shutterstock Jornal i 26/07/2018 14:08

PS afirma entender muito bem a luta que está a ser travada pelos trabalhadores da Ryanair

Esta quinta-feira, o PS mostrou compreender os motivos da greve dos trabalhadores da Ryanair e pediu ao Governo para “agir” caso se conclua a existência “da violação grosseira” dos direitos dos trabalhadores.

"O Governo deve aguardar pelas conclusões da ACT e, em função dessas conclusões, nomeadamente sobre a eventual violação grosseira dos direitos dos trabalhadores, deve agir em conformidade. A retirada ou não de benefícios [económico-financeiros] é uma decisão do Governo, que tudo deve fazer para que os direitos dos trabalhadores sejam cumpridos", afirmou aos jornalistas a deputada socialista Idália Serrão.

Além disto, a socialista não deixou de parte a forma como a companhia pediu desculpa aos seus passageiros e sugeriu ainda que a mesma peça desculpa aos seus trabalhadores. "Para além de pedir desculpa através das redes sociais aos passageiros que não puderam fazer as suas viagens, a Ryanair deveria também pedir desculpa aos seus trabalhadores pela violação grosseira dos seus direitos", disse.

Idália Serrão acrescentou ainda que o PS “entende muito bem a luta que está a ser travada pelos trabalhadores da Ryanair em defesa dos seus direitos e do cumprimento da legislação laboral em vigor em Portugal" e revelou que a “ ACT tem estado no terreno a identificar os trabalhadores que chegam para substituir outros em greve” e por isso, “em breve, irá produzir conclusões que serão enviadas à Assembleia da República".

 Record-se que os países onde os trabalhadores da Ryanair estão a fazer greve têm o mesmo objetivo: que as suas leis nacionais - como a garantia do ordenado mínimo, licença de maternidade, e ainda,  que a empresa retire processos disciplinares devido a baixas médicas, por exemplo - sejam aplicadas e não a lei do país de origem da empresa, a Irlanda, como acontece.

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