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Golfe. Calvin Holmes bate recorde do torneio e quer ser português

Golfe. Calvin Holmes bate recorde do torneio e quer ser português

Jornal i 25/07/2018 20:25

O sul-africano residente no Algarve, Calvin Holmes, bateu hoje (quarta-feira) o recorde do Oceânico World Kids Golf, ao cumprir a segunda volta da 10.ª edição do torneio em 9 pancadas abaixo do Par do Oceânico Faldo Course, o mais difícil dos dois campos do Amendoeira Golf Resort, no concelho de Silves.

Antigo campeão nacional de jovens da Federação Portuguesa de Golfe, Calvin Holmes assumiu a liderança do torneio masculino de sub-16 da mais importante competição juvenil realizada em Portugal. O Oceânico World Kids Golf prolonga-se até sexta-feira, dia 27, embora amanhã (quinta-feira) seja dia de folga para os 147 participantes de 17 países poderem recuperar fisicamente do desgaste de dois dias muito quentes.
 
Calvin Holmes tinha feito ontem 76 pancadas, 4 acima do Par do percurso desenhado pelo ex-n.º1 mundial Nick Faldo e terminara a primeira volta a significativas 7 pancadas do líder, o algarvio Lucas Lopes Azinheiro. Hoje arrasou a pista com uma volta de 63 (-9), resultante de 9 birdies e 9 buracos jogados a Par, ou seja, nenhum bogey no cartão! É certo que o seu jogo comprido continua a maravilhar. É uma característica que possui desde os 9 anos, mas hoje foi o putt que esteve endiabrado.
 
«Ele disse-me que estava a ver os buracos como se fossem bunkers», contou Nelson Cavalheiro, o diretor de torneio. O próprio Calvin Holmes acrescentou: «Hoje “patei” bem, bati muito bem na bola, foi de longe a minha melhor volta de sempre em competições oficiais e creio que o meu melhor resultado anterior tinha sido de 5 abaixo do Par. Houve alguns momentos em que pensei que poderia sofrer 1 bogey por ter ido parar a bunkers e com shots difíceis, mas consegui fazer up and down para salvar o Par. Serão boas memórias que permanecerão».
 
O jogador da Quinta do Lago comanda agora com um agregado de 5 abaixo do Par, dispondo de uma vantagem de 5 ‘shots’ para os dois jogadores que partilham o 2.º lugar, o holandês Nevill Ruiter (74+70) e o português Lucas Lopes Azinheiro (69+75).
 
«Amanhã é dia de folga e quero descansar e vou falar com o meu treinador, José Ferreira, para saber qual a melhor estratégia a adotar para o último dia», disse Calvin Holmes que como nunca jogou pela África do Sul, onde nasceu, tem o sonho de representar Portugal, onde já reside há muitos anos. «Só comecei a jogar golfe em Portugal e já solicitei cidadania portuguesa para poder jogar pela seleção nacional», disse o jovem que ouviu falar de Daniel Silva, um dos melhores portugueses de sempre, nascido na África do Sul, filho de portugueses, que se mudou para Portugal e chegou a vencer um torneio do European Tour.
 
As restantes provas do 10.º Oceânico World Kids Golf são lideradas pelos seguintes jogadores e jogadoras (classificações gross):
 
Em sub-9, a portuguesa Maria Francisca Salgado com 9 pontos (4+5) stableford gross, 35 acima do Par, e 1 o inglês Jack Dirkin com 43 (22+21), 7 abaixo do Par. Em sub-10, o espanhol Yago Horno com 66 (31+35), 6 acima do Par. Em sub-12, a inglesa Leanne Kokolay com 36 (16+10), 37 acima do Par, e o espanhol Kostka Horno com 78 (40+38), 6 abaixo do Par. Em sub-14, a alemã Emilie von Finckenstein com 149 pancadas (75+74), 5 acima do Par, e o português João Iglésias com 142 (71+71), 2 abaixo do Par. Em sub-16, a portuguesa Filipa Capelo com 150 (76+74), 6 acima do Par, e o sul-africano Calvin Holmes com 139 (76+63), 5 abaixo do Par. Em sub-18, a inglesa Jessica Adams com 167 (85+82), 23 acima do Par, e o português Gonçalo Teodoro com 150 (69+81), 6 acima do Par.
 
Para além do recorde do torneio, a jornada de hoje ficou ainda marcada por os resultados no torneio de sub-18 masculinos terem sido bem piores na sua generalidade do que os de ontem. Veja-se o caso do jogador das seleções nacionais, Gonçalo Teodoro, que passou de 69 pancadas para 81!
 
«Embora os sub-18 e os sub-16 joguem no Oceânico Faldo Course, os sub-18 jogam de tees mais recuados, das saídas brancas, enquanto os sub-16 saem das amarelas. A diferença é grande e hoje notei que o vento estava mais forte e vindo do norte, enquanto ontem era de sudoeste. Foi, aliás, por isso, que até decidi avançar os tees de dois buracos para facilitar o campo, porque percebi logo que iria ser mais complicado», explicou Nelson Cavalheiro.
 
 

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