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Cinco razões para não perder este Curtas Vila do Conde

Cinco razões para não perder este Curtas Vila do Conde

DR Cláudia Sobral 12/07/2018 20:29

Tarefa ingrata esta, com promessa de multiplicação na certa, e sem que seja milagre. Entre regressos à curta-metragem de nomes como Ivo M. Ferreira e estreias, como a da atriz Ana Moreira na realização, para a competição nacional e uma competição internacional com a diversidade (e qualidade) a que o mais importante festival português de curtas-metragens já habituou o seu público, eis cinco propostas do que não pode mesmo perder no 26.º Curtas Vila do Conde, a partir do próximo sábado. Com o regresso, em versão longa, de Gabriel Abrantes e Yann González, com o israelita Nadav Lapid em foco

Diamantino

Integrado na secção Da Curta à Longa e a abrir a 26.ª edição do festival, a história de Diamantino, derradeira estrela de futebol num país governado por um partido neofascista, para explorar temas que não acabam. Da crise dos refugiados à ascensão da extrema-direita ou dos problemas da União Europeia às questões de género, numa fusão de géneros – os cinematográficos. Entre a comédia romântica, o conto de fadas, o policial e a ficção científica, eis “Diamantino”, filme que, em correalização com Daniel Schmidt, marca a estreia de Gabriel Abrantes, presença habitual em Vila do Conde na longa-metragem.

Un Couteau Dans Le Coeur

Às curtas já iremos, que entre as raras longas exibidas neste Curtas está outra para não deixar escapar. “Un Couteau Dans Le Coeur”, segunda longa de Yann Gonzalez, acabada de estrear em Cannes, com Vanessa Paradis como protagonista para uma viagem pela indústria pornográfica de Paris no final da década de 1970. Ao realizador francês já habitual no festival, ainda carta branca para uma sessão de meia-noite apresentada pelo próprio com títulos como “Depressive Cop” (2016) “Tout ce dont je me souviens” (1969), “The Cat Lady” (1969), “Dellamorte Dellamorte Dellamore” (2000) ou “Jungle Island” (1967).

Nadav Lapid

Dois anos depois do Grande Prémio da Competição Internacional com “From the Diary of a Wedding Photographer”, o realizador israelita regressa ao Curtas Vila do Conde, com os holofotes de novo apontados para ele, desta vez com uma retrospetiva à sua obra. Oportunidade perfeita para pensar o que é ser-se israelita nos dias de hoje – a temática da identidade nacional é um dos temas em torno dos quais tem construído a sua obra. E isto entre curtas, longas, e um debate ( 21 de julho, às 15h, no Teatro Municipal de Vila do Conde) em que participará Nadav Lapid.

Equinócio 

Um ano depois de uma edição marcada pelo regresso de João Pedro Rodrigues (“Où en êtes-vous, João Pedro Rodrigues?”, o grande vencedor da competição nacional), ao Curtas Vila do Conde chega Ivo M. Ferreira. Pela primeira vez no formato curta-metragem desde “Na Escama do Dragão” (2013), depois de “Cartas da Guerra” (2016) e pelo meio da longa “Hotel Império” e da série “Sul”, que havemos ainda de ver. Na competição nacional, “Equinónio”, parte da imagem de duas mulheres (Alba Baptista e Margarida Vila-Nova) numa pequena lancha em direção a um ilhéu, com uma urna de cinzas.

B Fachada

Mas um B Fachada que não será um B Fachada qualquer. Integrado no programa Stereo, que já bem habituou o público ao cruzamento de música e cinema nos seus memoráveis filmes-concerto, B Fachada chega a Vila do Conde para um concerto a partir de Buster Keaton. Serão os originais de “The Cameraman”, do ator-realizador com rival apenas em Charlie Chaplin com Edward Sedgwick o ponto de partida para este concerto a fechar a programação de dia 20. Black Bombaim (noite de abertura) e Linda Martini (encerramento) são outros dos nomes que completam a programação do Stereo. 
 

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