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NOS Alive. Dividir para reinar

NOS Alive. Dividir para reinar

Davide Pinheiro 12/07/2018 16:37

Tudo mudou desde que, em 2007, o NOS Alive nasceu e foi batizado com o hino dos Pearl Jam que, nesse ano, dominaram o ano zero. Pela terceira vez no festival, a banda fez os bilhetes esgotar em três dias e diminuir a balança das exportações de bilhetes de vendidos mas este Alive é muito mais do que os cabeças de cartaz e foi construído para distribuir a atenção de 55 mil pessoas durante horas. Seis palcos alimentam um festival de largas escalas.

Palco NOS

Os promotores detestam que os jornalistas escrevam “palco principal”. E, por vezes, com alguma razão quando a oferta é tão diversificada, mas são as bandas do “palco grande” que vendem bilhetes com meses de antecedência e presentes de Natal. Este ano, a maioria absoluta vai para os Pearl Jam, uma espécie de Pink Floyd dos anos 90, assimilada pelo mercado da saudade em que as bandas arrastam multidões pela memória. O concerto é no sábado. Arctic Monkeys e Nine Inch Nails (hoje); Queens of The Stone Age e The National são nomes de peso de um festival que ainda vê no rock um bastião.

Palco Sagres

Longe vão os anos em que o “palco secundário” do NOS Alive era um paraíso alternativo dirigido a quem não se identificava com as bandas maiores. Nos últimos dez anos, por ali passaram Vampire Weeknd, Grinderman, Primal Scream, Gossip, James Blake e TV OnThe Radio, entre tantos outros que fixaram um público. Festivais como o NOS Primavera Sound roubaram uma fatia desse bolo mas este ano ainda há Wolf Alice,Friendly Fires, Khalid e Sampha (hoje); Japandroids, Eels, Yo La Tengo, Future Islands e Chvrches (amanhã); Real Estate e Perfume Genius (sábado) para provar que o outro lado ainda existe. 

Palco NOS Clubbing

Ponto de passagem entre o Palco NOS e o Palco Sagres, o NOS Clubbing é a residência oficial da música de dança. De ano para ano, o baile vai mudando para se adaptar aos desejos do corpo. O chamariz deste ano é a curadoria de Branko que, além do patrono da Enchufada (e piloto principal do documentário “Club Atlas”, transmitido pela RTP2), tem Sango, o americano mais brasileiro de Seattle, o sul-africano DJ Lag, uma parelha entre o produtor e DJ Rastronaut e o artista Akacorleon, Kokoko!, Populous e as duplas das festas Na Surra e XXIII. Shaka Lion, Orelha Negra e Papillon (hoje); e Throes + The Shine (sábado) também devem armar o baile.

Coreto by Arruada

Tal como em 2017, o coreto tem a mão da agência Arruada. E aposta numa curadoria e em dois conceitos para mostrar sangue novo da produção nacional. Hoje, DJ Glue transpõe a noite mensal no Lux e convida os produtores SP Deville, Dead End, Fumaxa e Here’s Johnny para duelos em que o próprio também irá intervir. Amanhã, mandam as mulheres com Isabel Nóbrega, Beatriz Pessoa, Bernardo, Minta & The Brook Trout e Surma. Às 18h40, haverá um concerto de uma voz não anunciada. E sábado é para rasgar as calças. Primeira Dama, Mighty Sands, Lotus Fever e 800 Gondomar mostram que de fibra é feito o rock local. E ainda há Cachupa Psicadélica para provar.

EDP Fado Café

O fluxo crescente de turistas a visitar Lisboa para vir ao NOS Alive, e vice-versa, preencheu páginas e caracteres nos últimos anos.Este ano, foram vendidos 16 mil bilhetes fora de Portugal. Um número importante mas abaixo da média de cerca de 20 mil. Há quem venha pelos cabecilhas, pelos secundários, pelo sol, pela praia, pela gastronomia, pelo preço, ou por todos estes fatores, e se ao perfil internacional do NOS Alive, for servido um acompanhamento local, pelo menos quem vem de fora tem hipótese de saber não só onde é, mas o que é Portugal. Esta recriação de uma casa de fados costuma rebentar pelas paredes para ver e ouvir diferentes visões da portugalidade. Este ano há Pedro Seabra e António Zambujo (hoje); Teresinha Landeiro e Buba (amanhã); Marta Pereira da Costa e Jorge Palma (sábado); a fechar há sempre You Should Be Dancing. 

Palco Comédia

Recebido com desconfiança quando foi instituído, o Palco Comédia já é um dado adquirido do cartaz. E tal como os outros palcos escutam a atualidade musical, neste caso são os músculos da face os primeiros juízes decisores de quem está ou não a cair em boas graças. Este ano, há Joel Ricardo, Rui Xará, Guilherme Geirinhas com Manuel Cardoso, Guilherme Duarte e Rui Sinel de Cordes (hoje); Miguel Lambertini, Bruno Henriques, Rui Cruz, Simon Day e Kalashnikov (amanhã); João Pinto, Ana Garcia Martins, Diogo Batáguas, Pedro Teixeira Mota e Cebola Mol (sábado). E a intervenção de Bordallo II. A sério.

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