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EDP Cool Jazz. O jazz: religião agnóstica

EDP Cool Jazz. O jazz: religião agnóstica

Davide Pinheiro 11/07/2018 18:02

Inspirado pela versatilidade de Montreux, no EDP Cool Jazz cabem o jazz canónico e vocal de Gregory Porter, as ramificações folk de Norah Jones, o vanguardismo dos Badbadnotgood, a herança de Sade que há em Jessie Ware e a curadoria de Salvador Sobral. O festival começa hoje com as aventuras de David Byrne. E um convite personalizado a Sara Tavares

David Byrne

Não é apenas um novo álbum para apresentar. “American Utopia”, o primeiro de David Byrne em 14 anos. Um olhar otimista sobre os dramas americanos com operações plásticas de Brian Eno e Oneohtrix Point Never. É a promessa da digressão mais ousada desde o transformador “Stop Making Sense”. E Sara Tavares, escolhida pessoalmente para a primeira parte. 

11 de julho no Hipódromo Manuel Possolo

 

Badbadnotgood

O tempo é de reforma do jazz. De Kamasi Washington a Robert Glasper, de Flying Lotus a Thundercat, há uma geração a tirá-lo da poeira dos livros para o trazer para a rua. Após um muito celebrado concerto em Paredes de Coura, os Badbadnotgood mostram à Grande Lisboa qual é a linha da frente do jazz e como se pode remexer na memória, atualizando-a sem a conspurcar. E a primeira parte é dos Dead Combo.

17 de julho no Parque Marechal Carmona

 

Salvador Sobral

Há um pouco do Kanye West atual em Salvador Sobral quando a sinceridade no sítio errado fala mais alto que a música. Há um ano, o vencedor do Festival da Canção amava por todos na música portuguesa. Hoje começa a surgir um coro de assobios. Não para os novos singles “Mano a Mano” ou “Cerca Del Mar” - este, uma piscadela de olho ao mercado espanhol -, mas para declarações públicas. Em Cascais, convida Toty Sa Med e o saxofonista Elmano Coelho. 

18 de julho no Hipódromo Manuel Possolo

 

Gregory Porter

O duplo vencedor do Grammy para Melhor Álbum de Jazz volta a Portugal e não traz só bagagem no porão (incluindo a proteção para a cabeça, a imagem de marca de sempre). Acompanham-no as canções de Nat King Cole, reinterpretadas sem grandes mexidas em “Nat King Cole & Me”, um dos dois discos responsáveis por ser premiado pela academia. Antes de Porter, as cantoras Marta Hugon, Joana Machado e Mariana Norton apresentam Elas e o Jazz. 

20 de julho no Hipódromo Manuel Possolo

 

Jessie Ware

Há dois mundos em Jessie Ware. Por um lado, o berço musical foi na vanguarda, como voz de companhia de produtores londrinos como SBTRKT. Por outro, filma duetos com Ed Sheeran - os dois partilham alguns dos escritores de canções. Um mundo agridoce este para rever, após cancelar NOS Alive e Vodafone Mexefest. 

26 de julho no Parque Marechal Carmona

 

Van Morrison

Aos 72 anos, Van Morrison já é Sir. Sir Van Morrison, um senhor do rhythm & blues desde que r&b ainda não era sinónimo de Beyoncé, Rihanna e The Weeknd. O pretexto para o concerto é “Versatile”, um álbum de standards de jazz que o leva a um dos lugares musicais onde tudo começou. O que o público espera talvez sejam canções como “Brown Eyed Girl”, do clássico com 50 anos “Blowin’ Your Mind!”. 

28 de julho no Hipódromo Manuel Possolo

 

Norah Jones

Quando a narrativa jornalística de Norah Jones era “a filha de Ravi Shankar”, estava nos píncaros. “Come Away With Me” e “Feels Like Home” são dois dos álbuns mais populares do século. O êxito foi trocado pela liberdade mas, no mais recente “Day Breaks”, Norah Jones regressa às bases de voz e piano por onde começou. Primeira parte de Benjamim. 

31 de julho no Hipódromo Manuel Possolo

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