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Netflix. Portugueses são dos que mais assistem a séries fora de casa

Netflix. Portugueses são dos que mais assistem a séries fora de casa

Bruno Gonçalves Edilson Coutinho* 10/07/2018 10:57

A Netflix tem registado aumentos significativos no número de subscritores na Europa e em Portugal. Mas a pirataria ainda continua a ser um dos grandes desafios que a empresa tenta superar a cada novidade que lança no mercado mundial

Em casa ou em público, o lema é o mesmo. “Em qualquer momento e em qualquer lugar”, eis o que promete o serviço líder mundial de entretenimento por internet. Um estudo feito recentemente revela que Portugal é o terceiro país europeu com mais adeptos a assistir a séries em locais públicos. Quem explica o sucesso da plataforma na Europa e, em particular, em Portugal é Yann Lafarge, diretor de tecnologia e de comunicação da Netflix para a Europa, Médio Oriente e África (EMEA).

O segredo é simples. “Temos um serviço feito a pensar no consumidor”, explica Lafarge, enquanto relembra que a empresa tem sempre o cliente em mente. Mas, acrescenta, o principal é o fator de diferenciação.

Em primeiro lugar, o diretor de tecnologia e de comunicação da Netflix para a EMEA afirma que o serviço não é como o das companhias tradicionais, que bloqueiam os clientes com os contratos. Existem igualmente termos e condições de que os utilizadores devem ter conhecimento, mas “em apenas um clique é possível aceder, navegar, testar gratuitamente e cancelar a subscrição”.

A variedade de conteúdos sem anúncios e a possibilidade de assistir em qualquer dispositivo são outras características que também distinguem a Netflix.

O rápido crescimento da empresa deve--se também ao facto de ser acessível à maioria das pessoas, revela Yann Lafarge. Porém, onde existe um maior investimento é na oferta de novos títulos.

Aliás, mais recentemente, surgiram os conteúdos da autoria da empresa, que deixa de comprar os direitos de autor e consegue produzir novas séries, filmes e documentários que se tornam seus exclusivos.

PORTUGAL No próximo mês de outubro, o serviço celebra o seu terceiro aniversário no mercado português e não para de somar conquistas: quando chegou a Portugal fez uma parceria com a Vodafone, de modo a ficar mais próximo da população. Mais recentemente juntou-se à Altice, também conseguindo chegar a mais pessoas através da oferta do serviço de streaming no pacote da operadora nacional.

O estudo a que o i teve acesso revela que são cada vez mais os portugueses que utilizam a Netflix: de todos os subscritores portugueses, 79% continuam ativos, 66% assistem às suas séries favoritas em qualquer lugar e 59% já deram gargalhadas em locais públicos.

Os dados também mostram que Portugal é o terceiro país europeu com mais adeptos das maratonas em lugares públicos, a seguir à Espanha, com 78% das pessoas a confirmar que adoram ver conteúdos fora de casa.

No que diz respeito aos locais onde se assiste a séries, os cafés e restaurantes estão em primeiro lugar, com 56%; a seguir aparecem os aviões, com 44%; em terceiro, os comboios e as deslocações diárias, com 32% e 26%, respetivamente. As séries mais populares são “A Casa de Papel”, “Narcos” e “House of Cards”.

Atualmente não existe nenhum projeto a ser desenvolvido em Portugal, mas o balanço é bastante positivo. Lafarge revela que, nos dois anos que se seguem, a Netflix vai produzir quatro novos conteúdos e o diretor da comunicação não exclui nenhuma hipótese: “Tudo pode ser possível.”

Yann Lafarge explica que a empresa não produz conteúdo apenas para conquistar uma audiência local. A posição que conquistou ao longo dos anos ajudou a que a visão do serviço fosse além- -fronteiras. Por isso, Yann garante que em primeiro lugar devemos “ser espertos”, para que as produções agradem ao máximo de países possíveis.

Em muitos lugares do mundo, o custo da subscrição também é decisivo. Na Índia, por exemplo, comparativamente a outros países, “chega a ser o preço de um bilhete de cinema”.

Contudo, a maior preocupação da Netflix é a pirataria. Lafarge afirma, sem medos, que são melhores do que a distribuição ilegal. As medidas para combater a pirataria são muitas: contas-família, em que o preço diminui, disponibilização do serviço em várias línguas, a aposta em 4K e, sobretudo, o investimento no conteúdo original, que desperta a curiosidade.

*Editado por Cláudia Sobral

 

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