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CDS. Manuel Monteiro prepara regresso ao partido que liderou

CDS. Manuel Monteiro prepara regresso ao partido que liderou

João Biscaia Luís Claro 10/07/2018 08:49

Monteiro poderá regressar antes das europeias.“Se voltar a ter intervenção política mais intensa será no CDS”, diz ao i o ex-líder do partido

Manuel Monteiro está a preparar o regresso ao CDS e poderá voltar a filiar-se antes das eleições europeias, que se realizam em maio de 2019. O ex-líder do partido, que saiu em rutura com Paulo Portas há 15 anos, tem apoios para regressar e vontade de ter uma atividade política mais intensa.

Ao i, Monteiro garante que “se voltar a ter intervenção política” será no CDS. “Se eu decidir regressar à política fá-lo-ei no CDS, reinscrever-me-ei, porque creio que o CDS pode protagonizar um espaço mais alargado da direita e do centro-direita português”. Admite também que tem falado com “algumas pessoas” sobre um eventual regresso.

O ex-presidente centrista afastou-se do partido em 2003 e fundou o PND (Partido da Nova Democracia). Ultimamente reaproximou-se do partido que liderou durante quatro anos, entre 1992 e 1996. Apoiou a candidatura de Assunção Cristas à câmara de Lisboa e participou em iniciativas do partido e da Juventude Popular.

A proximidade que passou a ter com alguns centristas ajudou. “É uma das figuras mais emblemáticas do CDS e o seu regresso é algo desejado pela esmagadora maioria dos seus militantes. O CDS não pode ter outra atitude que não seja a de o acolher e saudar o seu retorno”, diz ao i Abel Matos Santos, porta-voz da Tendência Esperança em Movimento (TEM), uma corrente de opinião dentro do CDS. Raúl de Almeida, conselheiro nacional e ex-deputado, também já assumiu que este “é o tempo de sarar velhas feridas e de o partido se reconciliar com o seu passado”.

Monteiro assumiu, numa entrevista à SIC, em Março, que não colocava de parte a hipótese de regressar. Os mais próximos de Paulo Portas não demoraram muito a tentar fechar a porta que o ex-líder tinha acabado de abrir. Cecília Meireles, vice-presidente do partido, defendeu que “não faz sentido” e lembrou que Manuel Monteiro “decidiu abandonar o CDS para fazer outro partido”. Assunção Cristas não foi tão longe, mas admitiu que existem “mágoas” que só o tempo permitirá ultrapassar.

desejo-lhe felicidades Manuel Monteiro, noticiou o semanário “SOL”, foi sondado por pessoas do círculo de Santana Lopes para um novo projeto político, mas não se mostrou interessado. “Desejo-lhe felicidade, mas não estarei lá”, diz.

O ex-líder do CDS, que em 2003 também fundou um partido de direita, não alinha, porém, com os que condenam o novo projeto político ao insucesso. “Não me atrevo a dizer que não há espaço. Não é pelo facto de, no passado, alguns projetos não terem tido sucesso que não possam ter agora”. O fundador do PND defende, no entanto, que “um partido liberal dificilmente terá sucesso”, porque “Portugal, no bom e no mau sentido, é muito dependente do Estado”.

Ainda não se sabe quando é que Santana tenciona desfiliar-se do PSD e se vai mesmo avançar com um novo partido. Se o fizer, de acordo com o jornal “Expresso”, será a tempo de concorrer às eleições legislativas, que se realizam em 2019.

Atualmente, Santana, que se candidatou há seis meses à liderança do PSD e perdeu com cerca de 45% dos votos, tem um programa de comentário na SIC com Carlos César, líder parlamentar do PS. Neste espaço, na última terça-feira, defendeu que “o centro-direita em Portugal está desequilibrado” e “não transmite aos seus eleitores a vontade de querer ganhar. Há muita coisa a fazer nessa matéria”. Não respondeu à pergunta sobre quando vai desfiliar-se, mas deverá dar novidades nas próximas semanas.

 

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