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Marques Mendes antevê o regresso do pântano político

Marques Mendes antevê o regresso do pântano político

Cristina Rita 09/07/2018 11:43

Antigo líder do PSD antecipa instabilidade política a partir das eleições legislativas de 2019

O comentador e antigo líder do PSD considerou este domingo que as eleições legislativas de 2019 podem abrir caminho ao regresso de um pântano político. Tudo depende do resultado eleitoral, mas Marques Mendes antecipou o risco de uma maior instabilidade política. “Acho que não está para vir o diabo, mas acho que está para regressar o pântano”, defendeu Marques Mendes na SIC.

O também conselheiro de Estado acredita que será difícil uma maioria absoluta do PS, por isso, “um governo minoritário do PS é o mais provável, um governo à Guterres”. Em 1999, o então primeiro-ministro , António Guterres, não conseguiu os 116 deputados necessários para obter uma maioria absoluta e acabou por se demitir em dezembro de 2011, após uma derrota estrondosa nas autárquicas. Na hora de sair alegou que o fez para evitar “o pântano político”.

A ano e meio das Legislativas de 2019, Marques Mendes voltou a defender que tanto António Costa, atual primeiro-ministro, como Rui Rio, presidente do PSD, têm na cabeça a ideia de um bloco central.  “Eles vivem já hoje em espírito de bloco central informal”, sustentou o antigo líder do PSD, sublinhando que telefonam regularmente um ao outro e Rio tem “alguma admiração” pelo primeiro-ministro. Neste cenário, o problema seriam os dois partidos – PS e PSD- aceitarem tal solução.

Para Marques Mendes será difícil a reedição de um acordo à esquerda. O PCP “não quer repetir”  o acordo, ao contrário do Bloco de Esquerda que pretende ir para o executivo. “Não quer outra coisa”, afiançou o comentador.

Sobre a aprovação do Orçamento, Marques Mendes acredita que não haverá crise política e tudo não passa de uma “encenação” à esquerda.  Na sua análise avisou ainda o PSD que se votar a favor do documento “é um suicídio político” e abre uma “auto-estrada para Assunção Cristas” como líder da oposição. Além disso,  no caso uma viabilização das contas de 2019, o PSD poderia viver um clima de”quase guerra civil”.

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