13/12/19
 
 
Afonso de Melo 06/07/2018
Afonso de Melo

afonso.melo@ionline.pt

Poema em ada e vizinho em inho

A crónica de Afonso de Melo

SOCHI – Vejam bem quem o azar me deu como vizinho
Um homem que não é homem, é uma empada
Larga um cheiro sufocante a suor e vinho
E ao meu alegre “Bom dia!” diz-me nada
(Além de tratar mal a empregada…)

É croata, o boi, chegou de madrugada 
Pareceu-me, pelo barulho, gajo baixinho
A arrastar, aflito, malas pela escada
E a dizer palavrões pelo caminho
(Deixando o corredor em torvelinho…)

Qual baixinho! No terraço, quase despido
A coçar, furioso, as partes, à descarada
É que vejo como é gordo e descabido
O raio do vizinho que me tocou de cebolada
(Com aquela cara bastante acanalhada…)

Bebe cervejas e vodca na varanda enluarada
O álcool vai-lhe dando certa candura
Que raio de ideia Deus teve ao fazer da papada
Da estupidez tão mal medida criatura
(Se vocês o vissem… que figura!)

Até sábado tenho de aturá-lo
Por muito que me custe a estopada
Mas se continua a portar-se como um cavalo
Só quero ver a Croácia eliminada
(E que o animal se vá com a manada…)

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