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Atirador do Capital Gazette tem 38 anos e um (longo) historial de processos contra o jornal | Foto

Atirador do Capital Gazette tem 38 anos e um (longo) historial de processos contra o jornal | Foto

AFP Jornal i 29/06/2018 11:09

Já tinha feiro vários comentários online a diversos jornalistas deste meio de comunicação e, em 2012, tinha dado entrada com um processo de difamação contra um colunista do Capital Gazette. 

Na noite de quarta-feira, um atirador disparou contra a redação do  jornal “The Capital Gazette”, em Annapolis, Maryland, EUA. Sabe-se que morreram cinco pessoas e que várias ficaram feridas.

“Um atirador disparou através da porta de vidro para o escritório e abriu fogo contra vários funcionários. Não consigo dizer muito mais e não quero declarar ninguém morto, mas é mau”, escreveu na rede social Twitter um dos jornalistas do jornal, Phil Davis. “Não há nada mais aterrador que ouvir múltiplas pessoas serem baleadas enquanto estás debaixo da tua secretária e depois ouvir o atirador a recarregar”. 

O atirador acabou por ser detido e foi durante a madrugada interrogado pelas autoridades.

No entanto, parece que nada do que aconteceu foi coincidência, o homem que matou cinco pessoas já tem um longo historial com o meio de comunicação, incluindo um processo e vários anos de assédio a jornalistas deste meio de comunicação nas redes sociais. 

De acordo com a Time, que cita fonte das autoridades - que preferiu manter o anonimato -, o suspeito chama-se Jarrod W.Ramos e tem 38 anos . 

Os motivos para o homem ter aberto fogo a vários jornalistas ainda são desconhecidos, mas as autoridades acreditam que o ataque ao jornal foi específico e deliberado, tendo mesmo o suspeito procurado "pelas suas vítimas". 

Segundo o antigo editor do jornal, Tom Marquardt, a preocupação com o homem em questão tinha vindo a aumentar ao longo dos anos, uma vez que este teceu vários ataques online a jornalistas deste jornal e que, em 2013, tinha mesmo chamado a polícia ao local para pedir uma ordem de restrição contra o suspeito. 

Também em 2012 o suspeito tinha dado entrada com um processo de difamação contra um colunista deste órgão de comunicação devido a uma história sobre um caso de assédio em que Jarrod estaria envolvido. O processo contra o jornal acabou por ser mais tarde arquivado. 

Após estes acontecimentos, seguiram-se anos de assédio aos jornalistas através das redes sociais, tendo mesmo uma destas pessoas sido o alvo do homem e acabou por ser uma das vítimas mortais do ataque. 

Ao The Sun, uma tia do suspeito referiu que o sobrinho era "muito inteligente", mas um homem "solitários" que não "era próximo de ninguém". 

Apesar do sucedido, todos os jornalistas do Capital Gazette optaram por mandar o jornal para as bancas, com histórias detalhadas do ataque. 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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